Livre de retaliações de Trump: qual a consequência do voto de Fux

Senador Marcos do Val disse ter se reunido com ministro para falar que ele não seria afetado pelas sanções dos EUA

Ao votar pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista nesta quarta-feira (11), o ministro Luiz Fux supostamente se viu livre de retaliações de Donald Trump, presidente dos EUA.

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse ter se reunido com Fux há três meses, argumentando que ele não seria afetado pelas sanções dos EUA porque estaria com a “missão de salvar Bolsonaro” em meio ao julgamento de tentativa de golpe de Estado.

O posicionamento do ministro contrastou com a postura adotada há apenas seis meses. Em março deste ano, Fux condenou o que qualificou como “episódios contra a democracia e contra o Estado Democrático de Direito”. “Não se pode de forma alguma dizer que não aconteceu nada”, disse na ocasião.

“Nós conquistamos a democracia entre lutas e barricadas. Pude vivenciar isso. E vivenciei o quão difícil foi alcançarmos esse estágio civilizatório do Estado Democrático de Direito. Tudo que se volta contra ele é repugnante e absolutamente inaceitável”.

Em outro momento, ele chegou a elogiar o posicionamento de Alexandre de Moraes, relator da ação. “À luz de tudo que o ministro Alexandre expôs, era preocupação minha saber quem fez o quê numa denúncia extremamente ampla e muito bem elaborada”, disse.

Com o voto de Fux em divergência aos votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, relator da ação, e de Flávio Dino, o placar está em 2 a 1 pela condenação do ex-mandatário. A ministra Carmen Lúcia dará o quarto voto a partir das 14h desta quinta-feira (11) no julgamento que envolve Jair Bolsonaro e outros sete acusados por participação em tentativa de golpe de Estado de 2022.

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