O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro marcou para 25 de fevereiro de 2027, às 13h, o início do julgamento de Alejandro Triana Prevez, acusado de assassinar o galerista americano Brent Sikkema. A decisão também manteve a prisão preventiva do réu, que confessou o crime e, segundo a Justiça, admitiu que pretendia fugir do Brasil após a descoberta do homicídio.
A sessão será realizada pela 3ª Vara Criminal da Capital, conforme decisão da juíza Tula Correa de Mello. Na mesma decisão, a magistrada concluiu que permanecem os motivos que justificam a prisão preventiva de Alejandro, destacando o risco de fuga.
Segundo a juíza, o próprio acusado confessou que pretendia deixar o país pela fronteira com o Peru após o crime. Ela também ressaltou a violência do assassinato, apontada pelo laudo de necropsia.
“O laudo de necropsia atesta a periculosidade e a brutalidade do crime no qual a vítima estrangeira foi golpeada 18 vezes por instrumento perfurocortante, sem qualquer possibilidade de defesa. A necessidade da prisão é reforçada, considerando que o próprio Alejandro confessou a intenção de deixar o país após a descoberta do delito”, registrou a magistrada.
Acusações contra Alejandro
Alejandro Triana Prevez responderá por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante promessa de recompensa, por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia também aponta a agravante de o crime ter sido cometido contra uma pessoa com mais de 60 anos.
Além da acusação de homicídio, ele também responderá por furto qualificado praticado durante o repouso noturno.
Processo contra Daniel foi separado
O processo envolvendo Daniel Sikkema, ex-marido da vítima e apontado como mandante do assassinato, foi desmembrado após a apresentação de recurso contra a sentença de pronúncia que o tornou réu pelos mesmos qualificadores do homicídio, na condição de mandante e partícipe do crime.
Segundo o Ministério Público, Daniel teria contratado Alejandro para executar o ex-companheiro em meio a disputas patrimoniais decorrentes da separação, prometendo o pagamento de US$ 200 mil pelo assassinato.
Enquanto o processo criminal segue no Brasil, Daniel Sikkema foi condenado por um júri federal em Nova York, nos Estados Unidos, por participação no assassinato.
A Justiça americana o considerou culpado por três acusações relacionadas à conspiração para contratar e pagar o executor do homicídio.
Como ocorreu o crime
De acordo com a denúncia, Alejandro viajou ao Brasil seguindo orientações fornecidas por Daniel e recebeu apoio financeiro para executar o plano.
Na madrugada de 15 de janeiro de 2024, o acusado entrou na casa de Brent Sikkema, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, utilizando as chaves que, segundo a investigação, foram fornecidas por Daniel. Sem sinais de arrombamento, ele atacou a vítima com uma faca, desferindo 18 golpes, que causaram sua morte.
Dias depois, Alejandro foi preso em Minas Gerais e confessou o crime.
Quem era Brent Sikkema
Brent Sikkema tinha 75 anos e era um dos mais conhecidos galeristas de arte de Nova York. Sócio-fundador da galeria Sikkema Jenkins, representava artistas de reconhecimento internacional, como Vik Muniz e Kara Walker, sendo uma referência no mercado de arte contemporânea.
Brent morava em um sobrado na Chácara do Algodão, no Horto, área onde também ficam os ateliês de artistas como Beatriz Milhazes e Angelo Venosa. O americano vinha ao Rio no máximo três vezes ao ano e ficava no imóvel







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