Benedita da Silva (PT) continua na liderança da disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, mas o cenário para a segunda vaga permanece indefinido. A mais recente pesquisa Prefab Future mostra a petista com 15,2% das intenções de voto e Marcelo Crivella com 10,1%. O levantamento também registra um avanço de Marcos Dias (Podemos), que passou de 2,5% para 4,3%, crescimento proporcional de 72% em relação à pesquisa de julho.
Entre os candidatos apresentados tanto no levantamento anterior quanto no atual, Marcos Dias foi quem mais cresceu proporcionalmente. Já Benedita oscilou de 16,1% para 15,2%, enquanto Crivella passou de 10,6% para 10,1%.
A pesquisa foi encomendada pelo jornal Diário do Rio e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-04605/2026. É o primeiro levantamento do instituto depois do início oficial da campanha.
Disputa tem 16 candidatos
Depois de Benedita e Crivella aparecem Pedro Paulo, com 5,8%, e Carlos Jordy, com 5,1%. Jordy não havia sido apresentado na pesquisa de julho. Waguinho tem 4,6%, seguido por Marcos Dias, com 4,3%; Monica Benício, 4,1%; e Carlos Portinho, 3,8%.
Na sequência estão Luciano Mattos, com 1,6%; Paula Falcão, 1,4%; Cel. Ribeiro Afonso, 1,3%; Michelly Xavier, 1,2%; Vinícius Benevides, 1,1%; Luiz Eugênio Honorato, 0,9%; Hélio Secco, 0,7%; e Ó Clemente, 0,3%.
O cenário é marcado principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não escolheram seus candidatos. Os que não sabem ou estão indecisos passaram de 40,8% em julho para 48,6% em agosto. Brancos e nulos recuaram de 16,5% para 12,9%.
Na eleição para o Senado, cada eleitor poderá escolher dois candidatos, já que duas das três cadeiras do Rio estarão em disputa em 2026.
Rejeição e cenário indefinido
No levantamento de rejeição, Crivella aparece com 13%, abaixo dos 16,4% registrados em julho. Benedita tem 10%, ante 12,8% anteriormente. Waguinho passou de 8,2% para 6,9%.
“Será impossível qualquer instituto brasileiro medir a intenção de votos a senador no estado do Rio de Janeiro”, avalia Mario Marques, fundador do Prefab Future e CEO LabPop Group.
“Além do volume de candidatos (são 16), o eleitor fica zonzo na rua com tantos nomes. A pesquisa quantitativa terá enorme dificuldade para antecipar possíveis vencedores. Será uma eleição a ser decidida no dia da votação, sem sombra de dúvida”, acrescentou.
O diretor de pesquisas quantitativas da Prefab, Henrique Serra, também aponta indefinição. “Não há qualquer certeza na eleição ao senado no Rio. As campanhas são volumosas e o eleitor está ainda desconectado de seus favoritos”, afirmou.
O Instituto Prefab ouviu presencialmente 2 mil eleitores no Estado do Rio entre 20 e 23 de agosto. A margem de erro informada é de 2,19 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.







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