Datafolha: nova pesquisa entre Lula e Flávio Bolsonaro já tem data de divulgação

Segundo levantamento do instituto no segundo turno será divulgado na quinta-feira (15) e mostrará se a reorganização da campanha de Lula e os apoios recebidos por Flávio Bolsonaro alteraram as intenções de voto

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A disputa pela Presidência da República terá um novo termômetro nesta semana. O Datafolha realizará, entre terça-feira (13) e quinta-feira (15), sua segunda pesquisa eleitoral do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O resultado será divulgado na noite de quinta-feira, dez dias antes da votação marcada para 25 de outubro.

O levantamento será realizado após uma semana de movimentações nas duas campanhas. De um lado, Lula promoveu mudanças na estratégia eleitoral e na comunicação de sua candidatura. Do outro, Flávio Bolsonaro ampliou sua lista de apoios políticos, incluindo lideranças da direita e partidos do Centrão.

As informações sobre a nova rodada foram divulgadas neste domingo (11) pelo jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo.

Encomendada pela Folha de S.Paulo, a pesquisa entrevistará presencialmente 2.520 eleitores em todo o país. O custo informado é de R$ 384,5 mil, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Flávio aparece à frente na pesquisa anterior

A expectativa em torno do novo Datafolha ocorre depois que a primeira pesquisa do segundo turno, divulgada na quinta-feira (8), mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula.

Naquele levantamento, o senador registrou 49% das intenções de voto, contra 45% do presidente. Os votos em branco e nulos somaram 5%, enquanto 1% dos entrevistados se declarou indeciso.

Considerando apenas os votos válidos, Flávio apareceu com 52%, enquanto Lula alcançou 48%. A diferença de quatro pontos percentuais entre os candidatos ficou no limite da margem de erro combinada, caracterizando um cenário de empate técnico.

A nova pesquisa permitirá comparar os números e verificar se houve alterações nas preferências do eleitorado após os acontecimentos políticos dos últimos dias.

Mudanças na campanha de Lula entram no radar

Um dos principais pontos de interesse será o possível efeito da reorganização da campanha de Lula.

Após o resultado do primeiro levantamento, a equipe petista promoveu ajustes na coordenação política e na estratégia de comunicação, buscando ampliar o diálogo com eleitores que não votaram no presidente no primeiro turno.

A campanha também passou a dar maior atenção à mobilização de aliados e à construção de mensagens voltadas aos eleitores ainda dispostos a reconsiderar suas escolhas.

O novo Datafolha poderá indicar se essas iniciativas foram acompanhadas por mudanças nas intenções de voto, embora uma pesquisa isolada não permita atribuir eventuais oscilações a uma medida específica da campanha.

Apoios a Flávio Bolsonaro serão testados

Do lado de Flávio Bolsonaro, a pesquisa será realizada depois de uma sequência de declarações de apoio à candidatura do PL.

Entre os nomes mencionados está o governador do Paraná, Ratinho Junior, que se somou a outras lideranças políticas que anunciaram apoio ao senador após o primeiro turno.

Flávio também recebeu manifestações favoráveis de candidatos da direita derrotados na votação de 4 de outubro, além de setores do Centrão.

O novo levantamento ajudará a observar se houve crescimento, estabilidade ou recuo nas intenções de voto do candidato depois dessas movimentações.

Datafolha vai medir rejeição e mudança de voto

Além de perguntar em quem os entrevistados pretendem votar, o Datafolha investigará os motivos que levam os eleitores a escolher Lula ou Flávio Bolsonaro.

O questionário começará com uma pergunta espontânea, na qual o entrevistado deverá indicar seu candidato sem receber uma lista de nomes.

Em seguida, será apresentada uma relação com os dois presidenciáveis e as alternativas de voto branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

Os pesquisadores também perguntarão se o eleitor já está definitivamente decidido ou se ainda admite mudar de voto antes do segundo turno.

Outra parte do levantamento será dedicada à rejeição dos candidatos e à avaliação do governo Lula.

Essas informações permitirão observar não apenas a preferência eleitoral, mas também a firmeza das escolhas declaradas.

Democracia e reeleição também estarão na pesquisa

O Datafolha incluirá perguntas sobre temas políticos e sociais que vão além da disputa presidencial.

Os entrevistados serão questionados sobre qual consideram o principal problema do Brasil, com alternativas relacionadas à saúde, educação, inflação, desemprego, corrupção, economia, fome, habitação e segurança pública, entre outras.

O levantamento também investigará a percepção dos brasileiros sobre o funcionamento da democracia.

Uma das perguntas buscará identificar se o entrevistado considera que o país vive uma democracia plena, uma democracia com pequenos problemas, uma democracia com grandes problemas ou se entende que o Brasil não é uma democracia.

Outro tema será o modelo de mandato presidencial e dos governadores. Os eleitores poderão escolher entre manter o atual sistema de quatro anos com direito à reeleição, estabelecer quatro anos sem reeleição ou adotar cinco anos sem possibilidade de recondução.

Pesquisa também avaliará risco de abstenção

Na parte final, os pesquisadores tentarão medir a disposição dos brasileiros para comparecer às urnas no próximo dia 25 de outubro.

Os entrevistados serão questionados se pretendem votar, se não pretendem comparecer ou se ainda não decidiram.

O tema é relevante porque a participação eleitoral pode influenciar a composição do eleitorado efetivamente presente no segundo turno.

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