Renan Santos defende bomba atômica e diz que Brasil é “vassalo da China”

Candidato do Missão à Presidência afirmou em sabatina na TV Globo que o país perdeu força internacional e defendeu medidas mais duras contra o crime organizado

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O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva uma bomba atômica como forma de ampliar sua capacidade de defesa e recuperar influência no cenário internacional. A declaração foi feita durante sabatina da TV Globo com candidatos ao Palácio do Planalto.

Ao justificar a proposta, Renan afirmou que o mundo atravessa uma transformação geopolítica e que o Brasil deveria fortalecer sua soberania diante de eventuais ameaças externas. Segundo ele, o desenvolvimento de armas nucleares faria outros países reverem a posição brasileira no cenário global.

“O mundo vai olhar para o Brasil com cobiça”, declarou.

Na mesma resposta, o presidenciável criticou a relação diplomática e econômica mantida pelo país com Pequim.

“O Brasil hoje está fraco, mas tem que fazer uma construção de soberania, e isso passa por reaver posição internacional do Brasil. Hoje o Brasil é vassalo da China”, afirmou.

Terras raras entram no discurso

Renan Santos também defendeu que o Brasil utilize suas reservas de terras raras como instrumento de negociação internacional, principalmente com os Estados Unidos.

Segundo o candidato, os minerais são importantes para a indústria militar americana e poderiam aumentar o poder de negociação brasileiro diante de Washington.

“Eles não dispõem das terras raras em seu território, precisam comprar da China. Então eles vão ter que sentar com o Brasil para ter essa soberania militar, e isso nos coloca em posição interessante”, disse.

Durante a sabatina, o candidato foi questionado sobre possíveis consequências diplomáticas e econômicas caso o Brasil decidisse desenvolver uma arma nuclear.

Comparação com Coreia do Norte

Ao ser confrontado com uma comparação com a Coreia do Norte, país submetido a sanções internacionais por seu programa nuclear, Renan afirmou que a nação asiática é “respeitada internacionalmente”.

O candidato ressaltou, no entanto, que não aprova o caráter repressivo do regime norte-coreano.

A proposta de desenvolvimento de armas nucleares significaria uma mudança profunda na política externa e de defesa do Brasil, que atualmente adota compromissos internacionais relacionados ao uso pacífico da tecnologia nuclear.

Segurança pública

Outro tema abordado durante a entrevista foi o combate ao crime organizado.

Renan Santos voltou a defender medidas de exceção na área de segurança pública e falou em intervenção federal como instrumento para enfrentar organizações criminosas.

O candidato tem colocado o endurecimento das políticas de segurança entre os temas centrais de sua campanha presidencial.

Durante a sabatina, ele relacionou suas propostas de segurança e defesa à necessidade de recuperar o que classificou como capacidade do Estado brasileiro de impor autoridade tanto internamente quanto no cenário internacional.

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