Sete grupos políticos do Flamengo protocolaram um pedido para o afastamento preventivo do vice-presidente de Administração do clube, Marcos Motta. O documento aponta um suposto conflito de interesses entre a função exercida pelo dirigente no Rubro-Negro e a atuação do escritório de advocacia do qual ele é sócio em negociações e projetos ligados a outros clubes do futebol brasileiro.
O requerimento foi encaminhado ao presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), ao presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Lomba, e ao presidente da Assembleia Geral, Gustavo Fernandes. Os signatários também pedem que Marcos Motta seja impedido de exercer funções nos conselhos do clube até que a situação seja esclarecida.
O documento é assinado pelos grupos FlaFut, NossoFla, PróFla, Sempre Flamengo, Sinergia, Vanguarda e Vencer. Eles solicitam ainda que o dirigente apresente esclarecimentos sobre sua atuação profissional e seus contratos de consultoria com clubes brasileiros e estrangeiros.
Segundo os grupos políticos, a principal preocupação é que Marcos Motta tenha acesso a informações estratégicas do Flamengo, como orçamento, teto salarial, planejamento financeiro e alvos do mercado de transferências, enquanto seu escritório presta serviços para outras equipes. Na avaliação dos autores do pedido, essa situação poderia comprometer a vantagem competitiva do clube em futuras negociações.
Entre os casos citados está a participação do escritório Bichara e Motta Advogados na estruturação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Santos. O documento também menciona a assessoria jurídica na transferência do volante Zé Lucas, do Sport para o Cruzeiro. O jogador chegou a despertar interesse do Flamengo durante a atual janela de transferências.
Os sócios também apontam outros trabalhos realizados pelo escritório, como consultorias para Santa Cruz e Amazonas em processos de transformação em SAF, além da participação em negociações de atletas e treinadores.
Como argumento, o grupo lembra um episódio envolvendo o ex-presidente Rodolfo Landim. Segundo o documento, Landim foi afastado de funções após mudanças nas regras internas do clube por manter vínculo com uma empresa que prestava consultoria à SAF da Associação Desportiva Confiança, de Sergipe.
Até o momento, Marcos Motta não havia se manifestado publicamente sobre o pedido de afastamento nem sobre as alegações apresentadas pelos grupos políticos do Flamengo.







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