Segurança no RJ: eleitor cobra retomada de territórios e combate a roubos, diz Quaest

Pesquisa mostra empate técnico entre retomada de territórios dominados pelo crime, com 20%, e combate aos roubos de rua, com 19%

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A segurança pública aparece dividida entre duas grandes cobranças do eleitor fluminense para o próximo governador: recuperar áreas dominadas por organizações criminosas e reduzir os roubos que atingem a população no dia a dia. Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) mostra que as duas prioridades estão praticamente empatadas.

A retomada de territórios controlados pelo crime organizado foi apontada por 20% dos entrevistados. Logo atrás, com 19%, aparece o combate aos roubos de rua. O enfrentamento à corrupção policial ocupa a terceira posição, com 13%, seguido pelos programas sociais para jovens, mencionados por 12%.

Investimentos em tecnologia e inteligência foram escolhidos por 9%. Melhor treinamento dos policiais aparece com 7%, aumento de salários com 6%, combate à violência policial com 5% e integração das forças de segurança com 2%.

Homens e mulheres pensam diferente

A pesquisa mostra que a percepção sobre a segurança muda conforme o perfil do eleitor.

Entre os homens, a recuperação de territórios dominados por criminosos aparece com ampla vantagem: 24% consideram essa a principal medida que o próximo governo deveria adotar. O combate aos roubos de rua vem depois, com 15%.

Entre as mulheres, a situação se inverte. O combate aos roubos de rua lidera com 23%, enquanto a retomada dos territórios controlados pelo crime aparece com 17%. Programas sociais para jovens são mencionados por 14%.

Também há uma diferença relevante conforme a idade. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, 26% apontam o combate aos roubos como prioridade, diante de 16% que preferem ações para retomada territorial. Já na faixa dos 35 aos 59 anos, a recuperação de áreas dominadas lidera com 22%.

Política divide prioridades

A identificação política produz algumas das diferenças mais expressivas do levantamento.

Entre os eleitores identificados com o bolsonarismo, 33% consideram a retomada de territórios dominados pelo crime a principal medida para melhorar a segurança no Rio. O combate aos roubos aparece com 17% e a corrupção policial, com 14%.

Entre os lulistas, porém, o combate à corrupção policial lidera com 23%. O enfrentamento aos roubos de rua aparece com 16%, enquanto a retomada de territórios fica em 14%. Programas sociais para jovens alcançam 15% nesse grupo.

Na direita não bolsonarista, a recuperação das áreas controladas pelo crime também lidera, com 24%, contra 20% do combate aos roubos. Entre os eleitores da esquerda não lulista, os roubos ficam na frente, com 22%, diante de 17% para retomada territorial.

Escolaridade também pesa

As prioridades também apresentam diferenças relevantes de acordo com o nível de escolaridade.

Entre eleitores com ensino fundamental, 23% citam o combate aos roubos de rua como principal medida, enquanto 16% defendem a retomada de territórios. No grupo com ensino médio, as duas propostas aparecem praticamente empatadas: 21% para roubos e 20% para territórios.

Já entre entrevistados com ensino superior, a retomada das áreas dominadas pelo crime dispara para 25%. Nesse grupo, a corrupção policial aparece em segundo, com 17%, enquanto roubos de rua e investimentos em tecnologia registram 13% cada.

Os números reforçam o peso que a segurança pública tende a ter na eleição estadual de 2026. Apesar das diferenças entre segmentos do eleitorado, os dados indicam uma convergência em torno da pressão pelo enfrentamento às organizações criminosas e pela redução da violência cotidiana.

A Quaest ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números RJ-08748/2026 e BR-09895/2026.

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