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Adiado júri de PM que alegou confundir macaco hidráulico com arma

Carlos Fernando Dias Chaves é acusado pelas mortes de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17, ocorridas em 2015

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Quase 11 anos depois das mortes de dois jovens durante um patrulhamento policial na Pavuna, na Zona Norte do Rio, o julgamento do sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves foi novamente marcado. O júri, que estava previsto para esta terça-feira (25), acabou adiado para 30 de setembro devido à ausência de uma das testemunhas.

O policial é acusado pelas mortes de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17. Os dois estavam em uma motocicleta quando passaram por uma viatura da PM e foram baleados em 29 de outubro de 2015.

Segundo o depoimento prestado pelo sargento na época, ele confundiu um macaco hidráulico transportado por Jorge Lucas com uma arma. O adolescente estava na garupa da motocicleta. Os dois jovens foram atingidos pelas costas e morreram no local.

Testemunha não compareceu

A defesa do policial é feita pelo advogado Luiz Felipe Alves e Silva. Segundo ele, a testemunha que não compareceu ao julgamento é um coronel da Polícia Militar que comandou Carlos Fernando por muitos anos.

A defesa considera o depoimento do coronel importante para o julgamento e sustentou a necessidade da presença dele durante a sessão. Com a ausência, o júri acabou remarcado para 30 de setembro.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ), por sua vez, atua como assistente de acusação e representa a família de Tiago Guimarães Dingo no processo.

Mortes aconteceram em 2015

Tiago e Jorge Lucas estavam em uma moto quando foram abordados durante o patrulhamento policial na Pavuna. Conforme o relato apresentado pelo sargento após o episódio, o objeto transportado pelo adolescente foi confundido com uma arma.

Depois das mortes, Carlos Fernando Dias Chaves se apresentou à Delegacia de Homicídios para prestar depoimento.

O caso provocou revolta entre moradores da região. Durante o enterro de Tiago, policiais militares chegaram a ser hostilizados por pessoas que acompanhavam a cerimônia.

Em dezembro de 2015, a Polícia Civil realizou uma reprodução simulada para tentar esclarecer as circunstâncias das mortes. Durante o trabalho, peritos refizeram os trajetos percorridos pelos jovens e pelos policiais envolvidos na ocorrência.

A reconstituição também foi marcada por momentos de tensão. Houve disparos na região durante o procedimento, e agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar precisaram prestar apoio à operação.

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