O instituto Vetor Arrow alcançou índices de 89% e 83% de acerto nas projeções de candidatos considerados prováveis eleitos pelo Rio de Janeiro para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa (Alerj), respectivamente. Os percentuais constam de um balanço feito após a comparação entre o relatório divulgado na reta final da campanha e a apuração das eleições.
Na disputa pela Câmara, a Vetor Arrow havia classificado 38 candidatos como prováveis eleitos. Desse grupo, 34 conquistaram uma das vagas destinadas ao Rio, o equivalente a 89% de acerto. Apenas quatro nomes incluídos na relação ficaram fora da composição definida pelas urnas.
O relatório que serviu de base para a projeção tinha avaliação datada de 2 de outubro. O modelo combinava 10 mil simulações com os resultados das citações espontâneas acumuladas em dez rodadas de pesquisas, atribuindo peso maior às medições mais recentes.
Alerj chega a 86% sem candidaturas sub judice
Na disputa pela Alerj, a Vetor Arrow apontou 53 candidatos como prováveis eleitos, deixando outras 17 das 70 cadeiras em aberto. Dos nomes colocados no grupo de maior probabilidade, 44 foram eleitos, o que corresponde a 83% de assertividade.
O balanço apresentado pelo instituto ressalva, porém, que duas candidaturas estavam sub judice na apuração considerada. Retirados esses casos da comparação, o índice informado pela Vetor Arrow sobe para 86%.
A projeção da Assembleia também havia antecipado movimentos importantes da eleição. O PL aparecia com 13 nomes entre os prováveis eleitos, enquanto as federações Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e União Progressista, composta por União Brasil e PP, tinham nove candidatos cada.
Mais de 143 mil entrevistas em dez rodadas
O desempenho ganha relevância pelas particularidades das eleições proporcionais. Diferentemente das disputas majoritárias, a definição dos deputados depende não apenas da votação individual, mas também do desempenho dos partidos e federações e da aplicação das regras do sistema proporcional.
A Vetor Arrow acompanhou a corrida para deputado federal e estadual por meio de pesquisas espontâneas, nas quais o eleitor indicava livremente seu candidato, sem receber uma lista de nomes. Ao final das dez rodadas, o acompanhamento para deputado federal reunia mais de 143 mil entrevistas.
O instituto também utilizou um critério de recência, atribuindo maior peso às manifestações dos eleitores registradas mais perto da eleição. No relatório final para a Câmara, oito vagas ainda foram mantidas expressamente como indefinidas, enquanto 17 cadeiras permaneceram em disputa na projeção da Alerj.







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