Pastor é preso em Maricá suspeito de abusar de fiéis e criança após cultos

Polícia investiga dois casos e suspeita que religioso oferecia caronas para abordar vítimas; uma criança relatou ter sofrido abuso nos fundos da igreja

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Um pastor de 48 anos foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7), em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, suspeito de cometer abusos sexuais contra frequentadoras da igreja onde atuava. Um dos dois casos registrados até agora envolve uma criança.

O investigado foi identificado como Alex Sandro do Aleno Berriel. A prisão foi realizada por policiais da 82ª DP (Maricá), depois que a Justiça acolheu um pedido de prisão preventiva apresentado pelo delegado Marcelo Machado, responsável pelas investigações.

Segundo a Polícia Civil, o pastor foi localizado em sua residência. Os agentes contaram com o apoio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) da Prefeitura de Maricá para o monitoramento e planejamento da ação.

Caronas após os cultos são investigadas

As investigações apontam que o pastor teria se aproveitado da posição que ocupava na igreja para se aproximar de frequentadoras e oferecer caronas a mulheres e crianças depois dos cultos.

De acordo com os relatos reunidos pela polícia, durante alguns desses trajetos o investigado teria parado o veículo em locais isolados e feito investidas de natureza sexual contra as vítimas mediante ameaças.

Até esta quarta-feira, dois registros de ocorrência relacionados a denúncias de abuso sexual haviam sido identificados pela investigação. A Polícia Civil, no entanto, trabalha com a possibilidade de que existam outras vítimas que ainda não tenham procurado as autoridades.

Criança relata abuso nos fundos da igreja

Um dos episódios investigados envolve uma criança. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi ouvida em depoimento especial conduzido por uma policial capacitada para esse tipo de atendimento.

Durante o relato, a criança afirmou que teria sido levada para os fundos da própria igreja, localizada na região do Vale da Figueira, em Maricá, onde o abuso teria ocorrido.

A prisão preventiva não representa condenação, e as denúncias continuam sob investigação. A eventual responsabilidade criminal do pastor será definida no decorrer do processo.

A Polícia Civil pediu que eventuais outras vítimas ou pessoas que tenham informações sobre possíveis crimes atribuídos ao investigado procurem a unidade policial para que os casos possam ser formalmente apurados.

As investigações prosseguem na 82ª DP, que busca esclarecer a extensão dos episódios denunciados e verificar se outras pessoas também podem ter sido vítimas.

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