A Justiça manteve nesta quinta-feira (24) a prisão do vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil), após audiência de custódia. O parlamentar havia sido preso em flagrante pela Polícia Federal na terça-feira (22), depois que agentes encontraram dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito em sua residência, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
A manutenção da prisão foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar. Canella é coronel da reserva remunerada da corporação, e a Corregedoria Geral da PM continuará acompanhando a investigação.
A prisão ocorreu durante a sétima fase da Operação Unha e Carne. Segundo a Polícia Federal, as três armas apreendidas estavam em desacordo com a previsão legal. Canella deverá responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
PF fez buscas em três endereços
A operação foi realizada a partir de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os policiais cumpriram três ordens no Rio: em um imóvel na Barra da Tijuca, em outro endereço no Recreio dos Bandeirantes e no gabinete do vereador na Câmara Municipal.
Foi durante as buscas na Barra que os agentes localizaram os dois fuzis e a submetralhadora. O vereador e o armamento foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal, onde foi formalizado o auto de prisão em flagrante.
A sétima fase da Unha e Carne está relacionada à investigação sobre um fuzil apreendido anteriormente durante a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil).
Na sexta fase da operação, realizada em julho, um fuzil calibre 5,56 foi encontrado no porta-malas do carro do ex-prefeito. Márcio afirmou, na ocasião, que a arma pertencia a um policial militar que fazia sua segurança.
Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal. Segundo a corporação, a iniciativa busca desarticular organizações criminosas que atuam no Estado do Rio e segue diretrizes estabelecidas pelo Supremo na ADPF 635.
A Polícia Federal informou que a apreensão das armas de uso restrito durante as buscas levou à prisão em flagrante de Jorge Canella. Não havia inicialmente uma ordem de prisão contra o parlamentar, mas sim mandados de busca e apreensão.
Defesa diz que armas estavam legalizadas
A defesa de Jorge Canella contesta a irregularidade atribuída ao armamento. Em nota divulgada após a prisão, afirmou que todas as armas encontradas na residência pertenciam ao vereador e estavam legalizadas.
Segundo os advogados, Canella possuía os certificados das armas e a questão que provocou seu encaminhamento à sede da PF estaria relacionada a uma divergência entre o endereço onde o armamento estava registrado e a residência atual do parlamentar.
A defesa atribuiu a diferença a uma mudança recente de endereço da família e afirmou que o procedimento administrativo para regularizar a situação já estava sendo adotado.
“O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida”, afirmou a defesa.







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