Garotinho define major da PM como vice e recompõe chapa ao governo do Rio

Escolha de Elaine Gonçalves ocorre após rompimento da Democracia Cristã com a aliança e reforça discurso voltado para a segurança pública

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Anthony Garotinho definiu a major da Polícia Militar Elaine Gonçalves como candidata a vice-governadora na chapa que disputará o Palácio Guanabara nas eleições de outubro. A escolha encerra a busca por um nome para ocupar a vaga, aberta após a saída da Democracia Cristã (DC) da coligação, e reforça a estratégia da campanha de dar protagonismo à pauta da segurança pública. A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

A oficial da PM, de 49 anos, é filiada ao Democratas, legenda que integra a aliança liderada pelo Republicanos. A definição foi sacramentada após negociações entre os partidos que compõem a coligação, garantindo a recomposição da chapa majoritária antes do início oficial da campanha eleitoral.

Experiência na Polícia Militar

Com 24 anos de atuação na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Elaine Gonçalves construiu sua carreira em diferentes funções na corporação. Entre os cargos ocupados, atuou no 24º BPM, na Baixada Fluminense, e participou da direção de projetos do Heróis do Rio, iniciativa voltada à assistência de policiais militares feridos em serviço e de familiares de agentes mortos.

Até aceitar o convite para integrar a chapa de Garotinho, Elaine coordenava o programa Segurança Presente no município de Paracambi, projeto estadual voltado ao policiamento de proximidade e à prevenção de crimes em áreas urbanas.

A presença de uma oficial da PM na disputa amplia o espaço da segurança pública na campanha de Garotinho, tema que deve ocupar posição central em seu programa de governo. A expectativa é que a experiência operacional da major seja utilizada para fortalecer o discurso da chapa sobre combate à criminalidade e valorização das forças de segurança.

Mudança após rompimento político

A definição da vice ocorreu depois de uma mudança na composição das alianças eleitorais. A Democracia Cristã, que inicialmente integrava o grupo político de Garotinho, rompeu o acordo e anunciou apoio à candidatura do prefeito Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado.

Com a saída da legenda, a chapa ficou temporariamente sem candidato a vice-governador, levando o Republicanos e os partidos aliados a acelerarem as negociações para preencher a vaga antes da homologação definitiva da candidatura.

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