Ronald Nogueira
Washington Quaquá decidiu colocar a campanha de Lula na rua no Rio de Janeiro a partir desta sexta-feira, um dia depois do ato do presidente em São Gonçalo. A ideia do petista é aproveitar o embalo da passagem de Lula pela Região Metropolitana para transformar a mobilização em uma operação de campanha permanente até o primeiro turno. Para isso, Quaquá acionou sua rede de candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados e quer ver as equipes trabalhando em carga máxima nos últimos dias da eleição.
A meta é ambiciosa: colocar até 10 mil cabos eleitorais nas ruas, com bandeiras, adesivos e material de campanha de Lula. A tropa será formada principalmente pelas estruturas dos candidatos ligados a Quaquá, que deverão espalhar as equipes por diferentes regiões do estado.
A ordem é fazer a campanha aparecer no corpo a corpo, nos bairros, nas ruas, favelas e nos pontos de maior circulação, numa tentativa de tirar a candidatura petista do ambiente dos grandes atos e levá-la para a rotina do eleitor.
A ofensiva é também uma resposta às cobranças que Quaquá vem fazendo dentro do próprio PT. O dirigente já criticou a coordenação nacional da campanha de Lula e reclamou da falta de uma presença mais ostensiva nas ruas.
Na avaliação do petista, não basta reunir militantes em grandes eventos ou apostar apenas na propaganda eleitoral: é preciso ter gente espalhada pelo estado, conversando com o eleitor e fazendo a campanha acontecer onde a disputa de fato será decidida.
A estratégia tem um componente particularmente importante na Região Metropolitana, onde o PT tenta recuperar espaço e enfrentar um eleitorado em que Lula ainda encontra resistência. A aposta do grupo é que a presença física dos cabos eleitorais ajude a transformar a mobilização do presidente em voto.
Nos bastidores, Quaquá quer mostrar que a campanha no Rio pode ter uma dinâmica própria e que sua estrutura política é capaz de fazer a candidatura de Lula ganhar as ruas em escala.







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