Ronald Nogueira
A semana que antecede o primeiro turno será marcada por uma ofensiva simultânea de Lula e Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Os dois candidatos reforçam a presença no estado justamente na reta final da campanha, em uma tentativa de desequilibrar o jogo no Sudeste, região decisiva para a disputa presidencial. Com agendas em cidades da Região Metropolitana e encontros com diferentes segmentos, ambos procuram ampliar a mobilização de seus eleitorados e transformar o Rio em um dos principais palcos da disputa nacional.
Lula começa a ofensiva na quarta-feira, quando se reúne com artistas na Fundição Progresso, na Lapa. O encontro faz parte da estratégia de aproximação do presidente com o setor cultural e ocorre poucos dias antes da votação. A agenda também busca dar visibilidade à candidatura em um segmento tradicionalmente mais próximo do petismo e reforçar a presença de Lula no Rio em uma semana considerada decisiva pela campanha.
Na quinta-feira, o presidente da República segue para São Gonçalo, onde dará continuidade à agenda no estado. A escolha da cidade reforça a aposta do petista na Região Metropolitana, área que concentra uma parcela expressiva do eleitorado fluminense e onde a disputa presidencial também tem impacto sobre a corrida estadual. São Gonçalo é reduto político de Douglas Ruas, adversário de Eduardo Paes ao governo Fluminense e candidato de Flávio ao Palácio Guanabara. A movimentação ocorre em paralelo à estratégia de seus adversários de ampliar a presença de Flávio Bolsonaro no território fluminense.
Flávio estará no Rio na sexta-feira, quando irá a Jacarepaguá. É possível que o filho de Jair Bolsonaro também vá a agendas em Bangu e Itaboraí. A passagem pelo município integra a concentração de esforços do senador na reta final e reforça a estratégia de explorar sua força política no estado de origem. A agenda também ocorre em um momento em que sua candidatura passou a dedicar mais atenção ao Sudeste, onde busca reduzir a distância em relação a Lula e transformar o desempenho no Rio em combustível para a disputa nacional.
A coincidência das agendas revela a importância atribuída pelos dois grupos ao Sudeste nos últimos dias antes do primeiro turno. Lula tenta preservar sua vantagem na região e mobilizar setores que tradicionalmente formam sua base, enquanto Flávio aposta na força do sobrenome Bolsonaro e na capacidade de ampliar sua votação no Rio para pressionar o adversário.







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