Fim da escala 6×1: Lula cobra posição do PL e convoca população a fiscalizar

Presidente cobra posicionamento de Flávio Bolsonaro e do PL sobre proposta que reduz jornada de 44 para 40 horas semanais sem corte salarial

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou neste domingo (11) os brasileiros a acompanhar a votação sobre o fim da escala 6×1, prevista para quarta-feira (14), no Senado. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula intensificou a pressão sobre a oposição e cobrou um posicionamento do PL e de Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa presidencial, sobre a proposta que reduz a jornada de trabalho sem diminuição dos salários.

A iniciativa prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado. Para Lula, a mudança representa um avanço nos direitos trabalhistas e permitirá que milhões de brasileiros tenham mais tempo para a família, o lazer e a convivência social.

“É muito importante o povo brasileiro acompanhar para saber de que lado vai jogar o time do PL, o time do Flávio Bolsonaro. Porque eles não querem reduzir a jornada de trabalho para que as pessoas só trabalhem cinco dias e descansem dois dias por semana”, afirmou o presidente.

Lula pressiona oposição

Ao defender o fim da escala 6×1, Lula procurou colocar a redução da jornada no centro do debate político e cobrou dos parlamentares um posicionamento público sobre a proposta.

O presidente também pediu que a população fiscalize a votação e acompanhe como cada senador se posicionará diante da possibilidade de ampliar o descanso semanal dos trabalhadores.

“É importante a gente acompanhar, fiscalizar, porque a gente vai ver quem tem compromisso com o povo brasileiro e quem não tem. Quem tem compromisso com a qualidade de vida do povo e quem não tem”, declarou.

Lula destacou ainda que as jornadas prolongadas afetam especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam o trabalho remunerado com responsabilidades domésticas e familiares, mesmo nos dias de folga.

Desafio na Avenida Paulista

A cobrança à oposição também marcou o discurso de Lula antes do ato realizado neste domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, que, segundo o relato do evento, reuniu centenas de milhares de pessoas.

Na ocasião, o presidente voltou a questionar Flávio Bolsonaro sobre a redução da jornada de trabalho e os dois dias de descanso semanal.

“Ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias, descansando um, ou ele vai votar para os trabalhadores terem dois dias de descanso?”, questionou.

Com a declaração, Lula reforçou a pressão política sobre o adversário e procurou associar o posicionamento dos parlamentares à defesa dos direitos dos trabalhadores.

O que muda com o fim da escala 6×1

A PEC 221/2019, apontada no texto-base como a proposta em discussão, prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários. O texto estabelece ainda dois dias de descanso remunerado por semana e uma regra de transição para a implementação das mudanças.

De acordo com as informações apresentadas, a proposta já passou pela Câmara dos Deputados e está prevista para votação em primeiro turno no Senado na quarta-feira (14).

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação no Senado.

A aprovação representaria uma mudança na organização da jornada semanal, permitindo que trabalhadores atualmente submetidos à escala de seis dias de trabalho para um de descanso passem a contar com dois dias de folga, sem perda salarial.

Alckmin defende mudança

O vice-presidente Geraldo Alckmin também entrou no debate sobre o fim da escala 6×1. Durante encontro com fandoms transmitido pela DiaTV, ele defendeu a redução da jornada de trabalho como consequência dos avanços tecnológicos e do aumento da produtividade.

“Há uma tendência no mundo inteiro de redução de jornada de trabalho, porque a tecnologia permite você fazer mais com menos gente”, afirmou.

Alckmin citou transformações em diferentes setores da economia para sustentar seu argumento. Na agricultura, destacou a mecanização das atividades; na indústria, mencionou a automação e o uso de robôs; e, no setor de serviços, apontou tecnologias aplicadas à medicina, como sistemas de análise de exames de imagem.

“Então, é natural, no mundo inteiro, que a jornada de trabalho reduza”, declarou.

Dois dias para descansar

Além dos efeitos econômicos, Alckmin destacou que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo disponível para atividades pessoais, familiares e educacionais.

“Esses dois dias são fundamentais pra qualidade de vida, pra família, pro descanso, pro estudo, pra preparação, pro lazer. Então, por isso, nós estamos confiantes”, afirmou.

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