Caso Master: Fachin dá 15 dias à PGR para analisar indiciamento de Vorcaro

Procuradoria vai analisar as conclusões da PF sobre negócios com o BRB e os pedidos apresentados pelos investigados na Operação Compliance Zero

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 15 dias para se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e outros 14 investigados. O prazo foi fixado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que também encaminhou à Procuradoria os pedidos apresentados pelos alvos da Operação Compliance Zero.

A manifestação da PGR é o próximo passo para definir se os elementos reunidos pela polícia sustentam uma denúncia ou se ainda são necessárias novas diligências. O relatório, protocolado em 28 de outubro, é parcial. A PF pediu mais 60 dias para prosseguir com a investigação.

O que a PF aponta

O relatório examina operações que somaram R$ 17,5 bilhões em créditos vendidos pelo Banco Master ao BRB, o Banco de Brasília, entre julho de 2024 e outubro de 2025. Desse total, segundo os investigadores, R$ 12,2 bilhões correspondiam a créditos cuja existência não foi devidamente comprovada.

A PF aponta Vorcaro como líder de uma suposta organização criminosa e atribui a ele suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento a erro, fraude à fiscalização e lavagem de dinheiro.

Entre as diligências pendentes estão a conclusão de perícias e a consolidação de análises bancárias, fiscais, patrimoniais e financeiras. A polícia busca estimar quanto os investigados teriam obtido com as operações sob suspeita.

Defesa questiona dados do celular

Após o envio do relatório, os advogados de Vorcaro apresentaram ao STF um laudo preliminar elaborado por um perito contratado pela defesa. O documento aponta registros de alterações em arquivos do celular depois que o aparelho foi apreendido, em 17 de novembro de 2025. A análise particular não identificou o responsável pelas alterações nem concluiu que houve adulteração deliberada.

Com base no laudo, a defesa reiterou os pedidos de perícia oficial e de acesso integral aos dados brutos extraídos do aparelho. Os advogados também pediram a substituição da prisão preventiva. Na terça-feira (3), voltaram a defender a soltura do ex-banqueiro em reunião com um juiz auxiliar do gabinete de Fachin. Vorcaro está preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

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