O governador eleito, Douglas Ruas, reuniu-se na tarde desta terça-feira com o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para defender o resultado da eleição proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que lhe assegurou a vitória em primeiro turno. O encontro ocorreu em meio à tramitação da ação movida pelo PSD, de Eduardo Paes, que pretende reverter a decisão da Justiça Eleitoral e determinar a realização de um segundo turno no estado.
Ao deixar o STF, Ruas revelou que, durante a conversa amistosa com o magistrado, defendeu a legitimidade do resultado proclamado pelo TSE e enfatizou a importância de o Rio retomar a estabilidade institucional, após meses de incertezas e turbulências político-administrativas.
PSD tenta reverter decisão do TSE
A ação do PSD pretende reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que anulou os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho no primeiro turno. O partido pede que esses votos sejam mantidos no cálculo do resultado eleitoral. Inicialmente, contudo, o próprio PSD havia solicitado a anulação dos votos, quando havia a perspectiva de vitória de Paes no primeiro turno. Com a exclusão desses votos, Douglas Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para garantir sua eleição sem a necessidade de uma segunda votação.
O partido de Eduardo Paes sustenta que os votos atribuídos a Garotinho, embora posteriormente anulados em razão de sua inelegibilidade, deveriam permanecer na base de cálculo para a definição da maioria absoluta exigida pela Constituição. Na avaliação do PSD, a retirada desses votos após a eleição alterou o resultado das urnas, contrariando os princípios da soberania popular e da segurança jurídica. A legenda pede ao STF que determine a realização do segundo turno entre Ruas e Paes.
Governador eleito defende diálogo institucional
Além de sustentar a validade de sua eleição, Ruas ressaltou a importância do diálogo permanente entre as autoridades constituídas do Rio de Janeiro e os ministros da Corte, uma vez que tramitam no STF questões estratégicas para o estado, como a redistribuição dos royalties do petróleo e a ADPF das Favelas.







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