O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) criticou neste domingo (11) o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após o fechamento temporário de estações do Metrô durante a dispersão de uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na Avenida Paulista.
Nas redes sociais, Boulos atribuiu ao governo estadual a responsabilidade pelos transtornos enfrentados pelos passageiros e questionou a falta de aviso prévio sobre as restrições de acesso às estações.
“Os incidentes no metrô de São Paulo na dispersão da manifestação de hoje são frutos da irresponsabilidade do governo Tarcísio. Como pode o governador mandar fechar as estações sem aviso prévio e impedir o retorno das pessoas? É politicagem baixa contra a população!”, escreveu o parlamentar.
Passageiros enfrentaram filas e restrições
Após o ato, usuários relataram dificuldades para utilizar o transporte público. Houve reclamações sobre aglomerações e restrições de acesso nas estações Trianon-Masp, Consolação, Brigadeiro, Paraíso, Paulista e Higienópolis-Mackenzie.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram passageiros concentrados nas entradas e funcionários fechando portões. Uma passageira relatou que havia pessoas passando mal enquanto aguardavam a possibilidade de embarcar.
A estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, foi temporariamente fechada durante a tarde. Com a interrupção do acesso, manifestantes precisaram se deslocar até outras estações, como Brigadeiro e Consolação, o que provocou filas e demora no embarque.
Metrô alegou concentração de passageiros
Em comunicado, o Metrô de São Paulo informou que o fechamento temporário da estação Trianon-Masp ocorreu devido à alta concentração de passageiros. Segundo a companhia, a medida foi adotada por segurança e seguiu os protocolos operacionais previstos para situações de demanda excepcional.
A empresa também afirmou ter ampliado a oferta de trens nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. De acordo com o comunicado, as estações Brigadeiro e Consolação permaneceram abertas.
Uma jornalista relatou ter percorrido aproximadamente três quilômetros, da estação Trianon-Masp até a Ana Rosa, para conseguir utilizar o transporte público após as restrições de acesso.
Linha 4-Amarela também teve mudanças
Na Linha 4-Amarela, administrada pela concessionária Motiva, foram adotadas medidas de controle do fluxo de passageiros nas estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie.
As providências incluíram a entrada de usuários em grupos, o recolhimento de bilhetes QR Code e a circulação de trens extras. O acesso Bela Cintra, da estação Paulista, também foi temporariamente fechado.
Questionadas sobre a comunicação antecipada das alterações no funcionamento das estações, as empresas não informaram se os passageiros haviam sido avisados previamente.
Veja os vídeos:







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