O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, recebeu nesta terça-feira o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para tratar da sucessão no comando do estado. O encontro ocorre em meio à indefinição sobre o modelo de escolha do novo chefe do Executivo fluminense após a renúncia de Cláudio Castro.
Couto, que é desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Rio, assumiu interinamente o governo há cerca de uma semana. Desde então, a principal discussão política no estado gira em torno da forma como será definido o chamado “mandato-tampão”, que vai vigorar até o fim do atual ciclo.
Decisão do STF deve definir modelo de eleição
A expectativa é que o STF julgue o tema na quarta-feira da próxima semana. Os ministros terão de decidir se a eleição será direta, com participação do eleitorado, ou indireta, restrita aos deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O impasse ganhou novos contornos após uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu entendimento anterior do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) favorável à escolha indireta.
Nos bastidores, partidos já se movimentam para influenciar o desfecho. O PSD, legenda ligada ao prefeito do Rio e pré-candidato ao governo, Eduardo Paes, defende a realização de eleição direta. Já o PL atua em outra frente: a sigla ingressou no STF para garantir que o futuro presidente da Alerj possa assumir interinamente o governo, conforme a linha sucessória tradicional.
Disputa política amplia incerteza sobre sucessão
O movimento do partido ocorre após a decisão de Zanin que manteve Ricardo Couto no cargo até que o Supremo defina o modelo eleitoral. A legenda argumenta que a discussão sobre quem deve ocupar o governo de forma provisória não deve ser confundida com o debate sobre o formato da eleição definitiva.
No pedido apresentado à Corte, o PL sustenta que há distinção entre a definição do processo eleitoral — se direto ou indireto — e a escolha de quem exerce temporariamente o comando do Executivo. A sigla pretende assegurar que, uma vez eleito presidente da Alerj, o deputado Douglas Ruas possa assumir como governador interino.






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