Guilherme Delaroli assume governo do Rio a partir de segunda-feira

Presidente da Alerj ficará à frente do Executivo estadual durante ausência de Cláudio Castro e em meio a incertezas sobre a sucessão definitiva

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Guilherme Delaroli (PL), vai assumir o comando do governo do estado a partir da próxima segunda-feira (02). Será a primeira vez que um policial militar – hoje sargento na reserva – comandará o Parlamento fluminense.

A mudança ocorre em razão da viagem do governador Cláudio Castro (PL) à Europa e da ausência temporária do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que também estará fora do país.

Cláudio Castro embarca nesta quarta-feira (28) e permanece fora do Brasil até 8 de fevereiro. Com a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha e o afastamento de Rodrigo Bacellar da presidência da Assembleia, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a linha sucessória do estado foi alterada.

Diante desse cenário, Ricardo Couto assume o governo interinamente até o domingo (01º), quando também se afasta por motivo de viagem, abrindo espaço para Delaroli ocupar o cargo.

Na terça-feira, eles almoçaram juntos para alinhavar detalhes técnicos da provável eleição indireta que o estado poderá ter quando Castro se desincompatibilizar para disputar o Senado.

Transição temporária no Executivo

A permanência de Delaroli no comando do Palácio Guanabara deve durar cerca de uma semana. O período será marcado por uma gestão interina, sem mudanças estruturais, enquanto o governador titular cumpre agenda internacional. A expectativa é de que o deputado estadual exerça as funções administrativas regulares do Executivo até o retorno de Ricardo Couto ou de Cláudio Castro ao estado.

Nos bastidores, integrantes do governo e do Judiciário tratam o período como um teste institucional diante da situação inédita criada pelo esvaziamento da linha sucessória tradicional.

A ausência simultânea do governador e do presidente do Tribunal de Justiça exige uma solução provisória prevista na Constituição estadual, que recai sobre a presidência da Assembleia Legislativa.

Cenário para março e estudos jurídicos

Além da transição momentânea, o contexto político aponta para mudanças mais profundas nos próximos meses. Caso Castro deixe de fato o governo, o estado deverá enfrentar um novo rearranjo no comando do Executivo.

Ricardo Couto já sinalizou a interlocutores que não pretende permanecer à frente do governo por um período prolongado em caso de renúncia definitiva do governador. Diante dessa posição, estão em andamento estudos jurídicos sobre a possibilidade de Guilherme Delaroli assumir o governo de forma mais duradoura, entre março e abril, até o pleito eleitoral.

A análise considera diferentes hipóteses legais, inclusive novas ausências temporárias do presidente do Tribunal de Justiça, para viabilizar a sucessão dentro das regras constitucionais.

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