Paes diz que maioria da Alerj é mafiosa e associa Ruas a Castro e Bacellar

Candidato do PSD afirmou que há “ótimos deputados”, mas fez críticas à maior parte dos 70 integrantes da Casa e classificou adversário do PL como representante da continuidade

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O candidato do PSD ao governo do Rio, Eduardo Paes, fez duras críticas à composição da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e ao adversário Douglas Ruas (PL) durante sabatina da VEJA+ TV nesta quinta-feira (27). Paes afirmou que a maioria dos 70 deputados estaduais integra, na avaliação dele, uma “maioria mafiosa”.

Ao abordar a disputa pelo Palácio Guanabara, o candidato também procurou vincular Ruas ao governador Cláudio Castro (PL) e ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. Paes classificou o adversário como “o candidato do Cláudio Castro, da continuidade do que está aí”.

Ruas aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais feitas até agora, atrás de Paes, que está com ampla vantagem. 

Ataques à composição da Alerj

A crítica à Assembleia ocorreu quando Paes tratou do cenário político estadual. Apesar da declaração contra a maioria dos parlamentares, o candidato fez uma ressalva e afirmou que sua avaliação não se estende a todos os integrantes da Casa.

“Boa parte, não dá para generalizar e dizer que todos os deputados são delinquentes, existem ótimos deputados, mas a maioria é uma maioria mafiosa”, declarou.

A afirmação atinge diretamente a atual composição da Alerj, formada por 70 deputados de diferentes partidos e grupos políticos. Na declaração fornecida, Paes não citou nominalmente quais parlamentares considera integrantes dessa “maioria mafiosa”.

Ruas, Castro e Bacellar

Paes também procurou apresentar a eleição como uma disputa entre continuidade e mudança. Nesse contexto, associou Douglas Ruas à gestão anterior e a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, que está preso.

“Nós temos uma disputa no estado bem clara. Você tem, de um lado, um projeto de continuidade do governo Cláudio Castro, cujo candidato era o Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, que acabou preso por ligações com Comando Vermelho e crime organizado e que era candidato do Flávio Bolsonaro e do Cláudio Castro e que, agora, Ruas é o representante deste grupo”, afirmou Paes.

Discurso de mudança

“Sou a mudança de tudo isso que está aí. Sou a mudança com previsibilidade”, afirmou o candidato, ao citar sua experiência na vida pública.

Prefeito do Rio por quatro mandatos, Paes usou a própria trajetória administrativa para sustentar que representa uma alternativa ao atual cenário político estadual.

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