O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu nesta quinta-feira (27) os relatores de medidas consideradas prioritárias pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as escolhas está a senadora Leila Barros (PDT-DF), que ficará responsável pela medida provisória (MP) que prevê o fim da chamada “taxa das blusinhas”.
A MP estava travada no Congresso e corria risco de perder a validade sem votação por falta de acordo para a composição da comissão mista. Após reunião entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na quarta-feira, houve entendimento para que o texto seja analisado antes do prazo final, em 8 de setembro.
Aliados de Lula assumem relatorias
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) será o presidente da comissão mista responsável pela MP. A escolha de Leila ocorre em meio à reaproximação entre Alcolumbre e Lula, após meses de distanciamento entre os dois.
Além da MP sobre a “taxa das blusinhas”, Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator do projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos. Já Cid Gomes (PSB-CE) ficará à frente da proposta que cria o Redata, programa nacional de incentivos para o setor de data centers.
Os três senadores integram a base de Lula no Congresso e devem disputar a reeleição em alianças com o PT. Eles também se comprometeram a apoiar a candidatura do presidente em seus respectivos estados.
Governo tenta votar cinco prioridades
Na reunião de quarta-feira, Lula apresentou a Alcolumbre e Hugo Motta cinco iniciativas que considera prioritárias e que pretende ver aprovadas na próxima semana. O período deve ser um dos últimos de votações do Congresso antes das eleições de outubro.
Na semana passada, o governo também conseguiu aliados nas relatorias das PECs que tratam do fim da escala 6×1 e da Segurança. Omar Aziz (PSD-AM) ficou responsável pela primeira, enquanto Rogério Carvalho (PT-SE) assumiu a segunda.
As duas propostas estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Alcolumbre, porém, ainda não garantiu que os textos serão levados ao plenário na próxima semana.
A reaproximação entre Lula e o presidente do Senado ocorreu depois de um período de tensão provocado pela rejeição, pelos senadores, da indicação de Jorge Messias, então advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).







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