A Meta afirmou que não favoreceu candidatos nas eleições brasileiras e atribuiu problemas relatados pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva a erros operacionais e falhas técnicas. Em nota, a empresa, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, disse que suas regras são aplicadas igualmente e que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”.
A manifestação foi apresentada após a campanha de Lula protocolar uma ação, alegando que a plataforma falhava de forma reiterada na entrega de suas publicações. A Meta declarou que os episódios citados têm explicações documentadas e negou qualquer tentativa de interferir no processo eleitoral.
Suspensão de anúncio durou pouco mais de uma hora
Segundo a empresa, em 23 de setembro, a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de uma hora. A Meta afirmou que a medida ocorreu durante uma análise antifraude: um anúncio teria sido classificado incorretamente como possível tentativa de se passar por um programa social do governo.
A empresa disse que a suspensão não teve motivação política e que as páginas oficiais da campanha no Facebook e no Instagram não foram bloqueadas. A análise, acrescentou, ocorreu no contexto de um acordo firmado com a Advocacia-Geral da União para combater golpes envolvendo programas federais.
A Meta também criticou as regras brasileiras para conteúdo digital, afirmando que elas ampliam a responsabilidade das plataformas por publicações e anúncios de terceiros e podem levar à aplicação excessiva de restrições.
Falhas em Reels e no Gerenciador de Anúncios
A empresa relatou que, em 7 de outubro, um problema técnico afetou a contagem de visualizações e reprises de Reels. Por cerca de cinco horas, os números ficaram congelados, incorretos ou zerados, embora os vídeos continuassem sendo distribuídos. De acordo com a Meta, a falha atingiu usuários em mais de cem países.
A companhia afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro também entrou em contato para relatar o problema naquele dia. Dois dias depois, uma atualização de código provocou uma falha global no Gerenciador de Anúncios, impedindo temporariamente anunciantes de criar anúncios a partir de publicações já feitas no Instagram.
Meta reconhece lacunas na inteligência artificial
A Meta também admitiu falhas nas proteções da Meta AI, assistente integrado aos aplicativos da empresa. Para cumprir as regras eleitorais, a ferramenta foi temporariamente impedida de recomendar candidatos ou gerar imagens deles no Brasil.
Segundo a companhia, o sistema bloqueava solicitações que mencionavam claramente nomes como “Lula” e “Flávio Bolsonaro”, mas nem sempre identificava candidatos quando um primeiro nome comum aparecia junto a um número eleitoral. A empresa reconheceu que essa lacuna permitiu a criação de materiais que favoreciam Flávio Bolsonaro.
Ao concluir a nota, a Meta negou direcionamento político ou manipulação da distribuição de conteúdo. A empresa afirmou que nenhum dos episódios representou uma tentativa de influenciar a eleição.







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