‘Martelo da Meia-Noite’: entenda a operação sigilosa dos EUA contra o Irã

Em uma ação militar de alta complexidade e sigilo, os Estados Unidos deram início à sua ofensiva direta contra o Irã na madrugada deste domingo (22), com a operação batizada de “Martelo da Meia-Noite”. A ação marcou oficialmente a entrada norte-americana no conflito, e foi conduzida com uma combinação de poder aéreo estratégico, ataques com…

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Em uma ação militar de alta complexidade e sigilo, os Estados Unidos deram início à sua ofensiva direta contra o Irã na madrugada deste domingo (22), com a operação batizada de “Martelo da Meia-Noite”. A ação marcou oficialmente a entrada norte-americana no conflito, e foi conduzida com uma combinação de poder aéreo estratégico, ataques com mísseis e uma logística militar sofisticada.

A ofensiva começou com o disparo de mais de duas dezenas de mísseis Tomahawk a partir de um submarino norte-americano posicionado no Oriente Médio, atingindo alvos-chave da infraestrutura iraniana. Poucas horas depois, às 2h da manhã (horário local), bombardeiros furtivos B-2 Spirit decolaram da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, atravessaram o Atlântico escoltados por caças e reabastecidos por aeronaves-tanque, e lançaram um ataque coordenado sobre instalações nucleares iranianas.

Segundo informações do New York Times, seis B-2 lançaram cerca de 75 munições de precisão, incluindo 14 bombas do tipo “bunker buster”, cada uma com 14 toneladas, projetadas para penetrar estruturas fortificadas. Os principais alvos foram as centrais nucleares de Fordow, Isfahan e Natanz — epicentros do programa nuclear iraniano.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, afirmou que a operação foi conduzida com “um nível extremo de confidencialidade”, com pouquíssimos oficiais em Washington informados sobre os detalhes. “Era fundamental manter o fator surpresa”, declarou o general.

Ainda não há confirmação oficial sobre a extensão dos danos ao programa nuclear iraniano. Caine destacou que “é cedo para afirmar se o Irã teve sua capacidade nuclear neutralizada”, mas relatórios preliminares indicam danos significativos às três instalações atacadas.

Apesar da ausência de uma resposta imediata do Irã aos ataques aéreos, Teerã retaliou pouco depois com o lançamento de 30 mísseis contra Tel-Aviv, sinalizando a escalada do conflito regional.

O governo dos EUA informou que todas as aeronaves envolvidas na operação retornaram com segurança às bases, e que não houve confronto direto com forças iranianas durante a execução da missão.

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