Um ex-1º tenente do Exército foi condenado a 63 anos de prisão pelas mortes de três jovens moradores do Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Especial de Justiça do Exército, segundo informações do repórter Ancelmo Gois em O Globo.
Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade foi responsabilizado pelas mortes de Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, de 19 anos, David Wilson Florenço da Silva, de 24, e Marcos Paulo Rodrigues Campos, de 17. As famílias aguardavam há 18 anos uma definição judicial sobre o caso.
Os três jovens foram mortos em 14 de junho de 2008, durante a Operação Cimento Social. Conforme a sentença, eles foram abordados por militares que estavam sob o comando de Vinicius e colocados em um caminhão do Exército.
Jovens foram levados para outro morro
Segundo a decisão da Justiça Militar, mesmo depois de receber uma ordem de um superior para liberar os jovens, o então tenente determinou que eles fossem levados ao Morro da Mineira. No local, os três foram entregues a integrantes de uma facção criminosa rival.
A sentença aponta ainda que os jovens foram torturados e executados com dezenas de disparos. Depois das mortes, os corpos foram descartados em um aterro sanitário.
O caso ocorreu durante a Operação Cimento Social, realizada no Morro da Providência. A investigação e o processo judicial se estenderam por quase duas décadas até a decisão que condenou o ex-militar.
Justiça Militar soma penas pelos três homicídios
A Justiça Militar classificou os três crimes como homicídios triplamente qualificados. Para a condenação, foram consideradas circunstâncias relacionadas à crueldade, ao motivo dos crimes e às dificuldades de defesa enfrentadas pelas vítimas.
A pena de 63 anos corresponde à soma das condenações referentes aos três homicídios. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Especial de Justiça do Exército.
A defesa de Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade foi realizada pelo Escritório de Advocacia João Tancredo. O processo encerra uma espera de 18 anos das famílias das três vítimas.







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