Gilmar diz que STF pode rediscutir diploma de jornalista

Discussão voltou ao centro da Corte depois da investigação do ministro Alexandre de Moraes contra pessoas apontadas como fontes do blogueiro Luís Pablo, que publicou reportagens críticas a Flávio Dino

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu nesta quarta-feira que a Corte pode voltar a debater a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A declaração se deu no contexto de discussões sobre a qualidade da informação e os limites da atuação da imprensa no país.

A discussão voltou ao centro do tribunal depois da investigação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes contra pessoas apontadas como fontes do blogueiro Luís Pablo, que havia publicado reportagens críticas a Flávio Dino.

A fala do magistrado dialoga com manifestações recentes de outros ministros do STF, que levantaram a possibilidade de rever o entendimento fixado em 2009, ano em que o tribunal derrubou a exigência da formação acadêmica. À época, o plenário decidiu, por 8 votos a 1, pela inconstitucionalidade da exigência. Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Celso de Mello votaram contra a exigência. Marco Aurélio votou favoravelmente.

‘Não vamos ter juízo definitivo’

Ao avaliar o cenário atual, Gilmar ponderou que eventos isolados não devem ser o único parâmetro para uma mudança definitiva na jurisprudência. “Não me parece que vamos ter um juízo definitivo a partir desses fatos e dessas circunstâncias, que são graves, ocorridos no Estado do Maranhão”, declarou o ministro.

Apesar da ressalva, o integrante do STF deixou aberta a porta para reavaliar o tema caso se comprove impacto direto na integridade das notícias consumidas pela população. “Podemos rediscutir se de fato se entender que há algum comprometimento na qualidade de informação”, concluiu.

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