Vídeos mostram confusão após policial penal ser morto por PM no Recreio

DHC instaurou inquérito e analisa imagens de câmeras de segurança da região para esclarecer a dinâmica do crime

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Vídeos obtidos pela Agenda do Poder mostram momentos de tensão após a morte do policial penal Leonardo Figueiredo Silva, 39 anos, baleado durante uma confusão com um policial militar em um quiosque na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio. O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (17).

Nas imagens, frequentadores aparecem se abaixando no quiosque, no momento seguinte dos tiros. O militar tira um celular do bolso e faz uma ligação — segundo testemunhas, ele acionara a corporação. Na sequência, outra testemunha aparece indignada e cobra a prisão do atirador, questionando a atuação de outros PMs que estavam no local.

“Ele matou e está conversando com os amigos (policiais). Ninguém faz nada, não faz nada, ninguém faz p*** nenhuma. Tá conversando porque são amigos, né? É por isso. Mas vocês vão algemar ele! Eu estou filmando. A pessoa matou a outra e não foi algemada.”

Em outro trecho, a testemunha cobra que todos sigam para a delegacia, enquanto uma mulher tenta acalmá-lo.

“Nós vamos para a delegacia e esse f* vai pagar. Pode não ser agora, mas vai ser no inferno.”

Na ocasião, equipes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) atenderam a ocorrência por volta das 3h20. Ao chegarem ao local, encontraram Leonardo já morto e isolaram a área para a perícia da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Os policiais encaminharam o PM para a especializada.

Assista ao vídeo:

Dinâmica da discussão é investigada

A DHC ainda apura as circunstâncias que levaram à troca de tiros. Informações preliminares indicam que os dois discutiram no banheiro do estabelecimento antes dos disparos. Segundo o relato da viúva do agente, os dois deixaram o local e, na sequência, o policial disparou. Na DHC, ele afirmou que atirou para se defender de agressões e foi liberado.

Agentes analisam imagens de câmeras de segurança do local e ouvem testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime.

A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) lamentou a morte de Leonardo e informou que acompanha o caso e presta apoio à família do inspetor.

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