A sessão legislativa da Câmara do Rio desta quinta-feira (4) tem de tudo para reinar a paz no recinto — se nenhuma faísca der início aos incêndios comuns no recinto. Acontece que a pauta de hoje está sem grandes polêmicas, com projetos tramitando em primeira discussão que não causam maiores discórdias.
Passadas as votações dos vetos do prefeito a propostas aprovadas pela Casa, restam agora projetos menos polêmicos na pauta. Um deles, já adiado cinco vezes em plenário — não supreendendo ser adiado uma sexta e última vez — que cria o feriado de Corpus Christi na cidade, já adiado cinco vezes em plenário. Vale lembrar que apesar de parecer feriado, a data na verdade sempre é declarada ponto facultativo, dependendo da publicação de decreto pelo Poder Executivo — o que não necessariamente beneficia trabalhadores da iniciativa privada.
Outra proposta na pauta, essa que reforça a união dos vereadores, diz respeito à doação de R$ 50 milhões do orçamento da Câmara à prefeitura, para a construção do Super Centro de Saúde em Campo Grande, na Zona Oeste. A matéria foi aprovada de forma unânime na tranquila sessão de quarta-feira (3), além de contar com autoria de quase todos os parlamentares da Casa. Passando agora em segunda votação, o dinheiro fica garantido para ajudar na construção da unidade.
Alguns poréns
Como basta uma fagulha para o fogo começar no parquinho, um dos projetos na lista que pode inflamar os ânimos autoriza a instalação de um hospital da Prevent Senior em Botafogo, na Zona Sul. A matéria era o segundo item na pauta.
Outra que consta na lista prevê a inclusão de uma semana municipal de combate ao aborto no calendário oficial da cidade. A matéria é do vereador Rogério Amorim (PL), autor do polêmico projeto que queria proibir a presença de crianças e adolescentes nas paradas LGBTQIA+ na cidade. A proposta, aliás, encerrou a última semana plenária com bate-boca envolvendo até a presidência da sessão.
A pauta também conta com a votação em primeira discussão do projeto que acrescenta as polêmicas armas de gel, idênticas ou similares às reais, à lista de armas de brinquedo proibidas de serem fabricadas e comercializadas na cidade. Sendo de autoria do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), a discussão pode até gerar discordâncias, mas com menos chances de polêmicas, até pela articulação do moço.






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