Não vai ser dessa vez que o dia Corpus Christi vai ser aprovado como feriado no Rio — pelo menos por enquanto. No plenário desta quinta-feira (14), o líder de governo, Márcio Ribeiro (PSD), pediu vista ao projeto, adiado pela segunda vez seguida, empurrando a votação por mais três sessões. Enquanto isso, a data segue dependendo de decretos de ponto facultativo anuais do Executivo.
A decisão gerou bate-boca e expôs a divisão divergências no plenário. Para a oposição, a medida foi uma manobra política. “Lamentável. Era um projeto simples e, com a força da liderança do governo, o projeto foi adiado porque o prefeito quer ter a prerrogativa de escolher qual feriado ele vai colocar na cidade”, criticou o vereador Rogério Amorim (PL).
A justificativa para o adiamento, no entanto, foi baseada em uma limitação legal, segundo Marcio Ribeiro. O parlamentar da base rebateu as críticas e explicou que o Rio está prestes a usar sua última vaga para a criação de um feriado religioso, conforme permite a lei federal. Segundo a legislação, cada município criar até quatro feriados religiosos, já contando com a Sexta-feira da Paixão — e o Rio já conta com o Dia de São Sebastião (20/01) e Dia de São Jorge (23/04).
“Por se tratar de um último feriado, solicitamos o adiamento para discutir o que pode ser feito para que a gente possa ter a oportunidade de ter um feriado no futuro sem acabar com essa oferta”, defendeu Ribeiro, criticando a politização do tema. “Acho muito ruim ter uma politicagem em relação à fé. Os votos que tenho vêm pelo trabalho que realizo, não por pregar uma falsa defesa que não existe para acusar os colegas”, retrucou.

O projeto
De autoria do vereador licenciado Marcio Santos (PV) — que voltou hoje ao Executivo, chefiando a Secretaria Especial de Economia Solidária —, o projeto de lei busca transformar o ponto facultativo de Corpus Christi em um feriado fixo no calendário da cidade, argumentando que a data faz parte da tradição cultural e religiosa do município. Em terras cariocas, a comemoração é marcada por missas, procissões e pela confecção dos tradicionais tapetes de sal que enfeitam as ruas da cidade.






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