O atacante Vinícius Júnior anunciou nesta quarta-feira (13) a criação de um escritório de advocacia antirracista ligado ao Instituto Vini Jr.. A iniciativa foi divulgada nas redes sociais do jogador em referência ao 13 de maio, data que marca a assinatura da Lei Áurea no Brasil.
Ao apresentar o novo projeto, Vini Jr. afirmou que o escritório nasce como uma ferramenta de apoio à luta por igualdade racial, com atuação inicial voltada para suporte jurídico especializado em casos de racismo nas áreas da educação e do esporte.
Em uma das mensagens divulgadas pelo atacante, ele declarou: “A liberdade não chegou para todo mundo”.
A frase rapidamente repercutiu nas redes sociais e ampliou o debate sobre discriminação racial no país.
Projeto terá apoio jurídico
Segundo o jogador, o escritório funcionará em parceria com o Instituto Vini Jr., organização criada para desenvolver projetos sociais e educacionais.
A proposta é oferecer acompanhamento jurídico para vítimas de racismo, além de fortalecer ações de conscientização e combate à discriminação racial.
Na publicação, Vini Jr. afirmou que a iniciativa representa “força, realização e compromisso” com suas raízes.
O jogador também destacou que a nova geração precisa entender que não está sozinha na luta por igualdade. “O racismo ainda prende, ainda machuca e ainda silencia”, afirmou o atacante em vídeo divulgado nas redes sociais.
Ataques racistas marcaram carreira
Nos últimos anos, Vinícius Júnior se tornou uma das principais vozes do futebol mundial no enfrentamento ao racismo.
O atacante do Real Madrid sofreu diversos ataques racistas durante partidas na Europa, episódios que ganharam repercussão internacional e provocaram manifestações de atletas, clubes e entidades esportivas.
O caso mais recente ocorreu em fevereiro de 2026, durante uma partida da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa.
Segundo relatos do jogador, ele teria sido chamado de “macaco” pelo atleta argentino Gianluca Prestianni após marcar um gol. O atacante francês Kylian Mbappé confirmou ter ouvido os insultos racistas durante a partida.
Após investigação, a UEFA suspendeu Prestianni por seis jogos. A FIFA também ampliou a punição para competições de seleções.
Data simbólica
A escolha do 13 de maio para anunciar o escritório antirracista foi tratada como simbólica pelo jogador. A data marca a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel em 1888, encerrando oficialmente a escravidão no Brasil.
Ao relacionar o lançamento do projeto à data histórica, Vini Jr. reforçou o discurso sobre desigualdade racial e a necessidade de ações concretas de inclusão e proteção jurídica.
Repercussão nas redes
O anúncio teve forte repercussão nas redes sociais, com mensagens de apoio de fãs, atletas e personalidades públicas.
Internautas elogiaram a decisão do jogador de transformar sua experiência pessoal em uma iniciativa voltada ao apoio de outras vítimas de racismo.
A expectativa é que o escritório amplie a atuação do Instituto Vini Jr. e fortaleça debates sobre discriminação racial dentro e fora do esporte.






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