Chuva de meteoros ilumina o céu do Brasil nesta madrugada; saiba como observar

Fenômeno provocado por fragmentos do cometa Halley poderá produzir mais de 20 meteoros por hora e será visível a olho nu em todo o país

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O céu brasileiro será palco de um espetáculo astronômico entre a noite desta quarta-feira (21) e a madrugada de quinta-feira (22). Fragmentos deixados pelo cometa Halley durante suas antigas passagens pelo Sistema Solar poderão ser vistos como riscos luminosos na atmosfera. O fenômeno marca o pico da chuva de meteoros Orionídeas, que poderá ser acompanhada de diferentes regiões do país, sem a necessidade de equipamentos especiais.

Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO), a chuva pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais. Os fragmentos atingem a atmosfera terrestre a aproximadamente 66 quilômetros por segundo, velocidade que provoca clarões e, em alguns casos, rastros luminosos que permanecem visíveis por alguns segundos.

Apesar da expectativa, a quantidade de meteoros observados dependerá das condições do céu. A iluminação da Lua poderá dificultar a visualização dos fenômenos menos intensos, especialmente nas grandes cidades.

Melhores horários para acompanhar o fenômeno

O período mais favorável para observar as Orionídeas será depois que a Lua desaparecer no horizonte e antes do início do amanhecer. Como os horários variam conforme a localização, moradores de diferentes capitais terão janelas de observação distintas.

No Recife, o intervalo mais indicado será entre 1h20 e 3h43. Em Fortaleza, a observação poderá ocorrer das 1h31 às 4h02. Já no Rio de Janeiro, o período previsto vai das 2h09 às 3h57.

Em São Paulo, a melhor oportunidade será entre 2h24 e 4h10. Em Porto Alegre, a janela estimada começa às 2h51 e termina às 4h16.

Esses horários são aproximados e não garantem a visualização dos meteoros, que também depende da presença de nuvens, da iluminação artificial e das condições atmosféricas.

Como encontrar os meteoros no céu

As regiões Norte e Nordeste apresentam condições geométricas um pouco mais favoráveis para acompanhar a chuva. Isso ocorre porque a região do céu de onde os meteoros parecem surgir alcança maior altura no horizonte, além de haver, em alguns locais, um intervalo maior de observação sem a interferência da Lua.

Para localizar essa região, basta procurar a constelação de Órion, conhecida por abrigar as Três Marias. Depois da meia-noite, ela poderá ser encontrada entre o leste e o nordeste, subindo gradualmente no céu.

Entretanto, não é necessário manter os olhos fixos na constelação. Os meteoros podem cruzar diferentes pontos do céu, tornando mais interessante observar uma área ampla.

A recomendação é escolher um local afastado da iluminação urbana, com horizonte livre e pouca interferência de luzes artificiais. Telescópios e binóculos não são necessários e podem até prejudicar a experiência, já que limitam o campo de visão.

Embora a previsão indique uma média de até 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais, o número efetivamente observado poderá ser menor, principalmente em áreas urbanas.

Qual é a relação entre o cometa Halley e as Orionídeas?

A origem da chuva de meteoros está diretamente ligada ao cometa Halley, um dos corpos celestes mais conhecidos da astronomia. Durante suas viagens ao redor do Sol, ele libera poeira e pequenos fragmentos, formando uma extensa trilha de partículas no espaço.

Em determinadas épocas do ano, a Terra atravessa essa região. Ao entrarem na atmosfera em alta velocidade, os fragmentos produzem os rastros luminosos popularmente conhecidos como estrelas cadentes.

Muitos desses materiais têm dimensões semelhantes às de grãos de areia ou pequenas pedras. Mesmo assim, a velocidade com que atingem a atmosfera é suficiente para produzir os clarões observados da superfície terrestre.

O próprio cometa Halley, porém, não estará visível durante o fenômeno. Sua última passagem pelas proximidades da Terra ocorreu em 1986, e o próximo retorno está previsto para 2061.

O astro leva aproximadamente 76 anos para completar uma órbita ao redor do Sol. Seus fragmentos são responsáveis por duas chuvas de meteoros anuais: as Orionídeas, em outubro, e as Eta Aquáridas, em maio.

Mesmo após o pico desta semana, as Orionídeas continuarão ativas até o início de novembro. A tendência, entretanto, é que a frequência dos meteoros diminua gradualmente nos próximos dias.

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