Antônio Rueda tem candidatura a deputado federal validada por unanimidade pelo TRE-RJ

A candidatur de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, a deputado federal pelo Rio foi validada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) nesta terça-feira (22). O registro foi aprovado por unanimidade. O relator do processo, desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, votou pelo deferimento da candidatura e pela rejeição das impugnações apresentadas contra Rueda. O voto…

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A candidatur de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, a deputado federal pelo Rio foi validada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) nesta terça-feira (22). O registro foi aprovado por unanimidade.

O relator do processo, desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, votou pelo deferimento da candidatura e pela rejeição das impugnações apresentadas contra Rueda. O voto foi acompanhado por todos os integrantes da Corte.

O relator afirmou que as diligências realizadas antes da análise do processo e os documentos reunidos não apresentavam provas suficientes para impedir o registro.

“O parecer da Procuradoria Eleitoral não me convence”, afirmou o relator, ao comentar a manifestação mais recente do Ministério Público Eleitoral (MPE).

MPE mudou de posição sobre candidatura

A Procuradoria Regional Eleitoral inicialmente havia se manifestado a favor do registro de Rueda. Naquele momento, o órgão considerou que as informações disponíveis, principalmente reportagens e certidões criminais, não eram suficientes para barrar a candidatura.

A posição mudou depois que o próprio TRE-RJ determinou novas diligências para reunir informações sobre as acusações apresentadas no processo.

A Procuradoria passou a analisar documentos oficiais relacionados a processos criminais, informações de órgãos públicos e dados sobre a aeronave de matrícula PR-LPG. Com o novo conjunto de informações, o procurador regional eleitoral Flávio Paixão de Moura Júnior retificou o parecer e passou a defender o indeferimento da candidatura.

A nova manifestação apontou uma suposta relação entre a campanha de Rueda e uma estrutura política da Baixada Fluminense que, segundo o MPE, teria ligação com organizações paramilitares.

Apesar da mudança de entendimento da Procuradoria, o relator avaliou que os documentos reunidos não comprovavam de forma suficiente as acusações contra Rueda.

Durante a sessão, o desembargador Fábio Ribeiro Porto informou que três ofícios enviados pelo TRE-RJ a instituições policiais, solicitando informações sobre investigações envolvendo Rueda, ainda não haviam sido respondidos até as 20h de segunda-feira (21).

Porto afirmou, porém, que a ausência dessas respostas não impedia o julgamento.

O desembargador também destacou que parte da documentação existente no processo fazia referência a outras pessoas apontadas como aliadas de Rueda, e não diretamente ao presidente do União Brasil.

MPE citou aliados de Márcio Canella

Um dos principais pontos levantados pela Procuradoria contraa candidatura foi a atuação política de Rueda na Baixada Fluminense, especialmente em Belford Roxo, onde o candidato mantém uma parceria eleitoral com o ex-prefeito da cidade Márcio Canella (união, candidato a deputado estadual.

O parecer do MPE citou Luiz Eduardo Santos de Araújo, conhecido como Eduardo Araújo, e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, o Fabinho Varandão. Os dois ocuparam cargos na Prefeitura de Belford Roxo durante a administração de Canella.

Eduardo Araújo foi secretário de Indústria e Comércio, enquanto Fabinho Varandão comandou a Secretaria de Esporte e Lazer até setembro de 2025.

Os dois tiveram registros de candidatura indeferidos pela Justiça Eleitoral em 2024 em processos relacionados à participação ou articulação de organizações paramilitares.

Segundo o MPE, Eduardo Araújo e Fabinho Varandão participaram da divulgação da chamada “dobradinha” entre Canella e Rueda.

A Procuradoria considerou que a atuação dos dois na campanha seria um dos elementos de uma suposta conexão entre a candidatura de Rueda e uma estrutura política local.

O parecer também mencionou a participação conjunta de Rueda e Canella na convenção estadual da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP).

O MPE sustentou que Rueda teria se beneficiado de uma estrutura político-territorial que, segundo a Procuradoria, estaria relacionada a organizações paramilitares na Baixada Fluminense.

O órgão afirmou que lideranças locais poderiam ter utilizado capacidade de mobilização territorial e coerção em benefício da candidatura.

O parecer chegou a descrever a atuação de Fabinho Varandão na campanha como parte de uma suposta conexão eleitoral entre a candidatura de Rueda e uma liderança apontada pela Procuradoria como ligada a uma estrutura paramilitar.

Essas conclusões, contudo, não foram suficientes para impedir o registro de Rueda, que acabou aprovado por unanimidade pelo TRE-RJ.

Impugnações foram apresentadas por Garotinho e Waguinho

O processo também foi provocado por duas ações de impugnação apresentadas pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e pelo ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos).

Os dois pediram à Justiça Eleitoral que o registro de Rueda fosse impedido. Garotinho, que disputa novamente o governo do Rio, posteriormente desistiu da ação.

Waguinho concorre ao Senado.

Primeira disputa eleitoral de Rueda

Rueda transferiu o domicílio eleitoral para o Rio de Janeiro em 2026 e disputa pela primeira vez um cargo eletivo.

O dirigente do União Brasil concorre pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

A estratégia eleitoral tem como um dos principais focos a Baixada Fluminense, região onde Márcio Canella construiu sua trajetória política. A parceria entre os dois aparece em agendas de campanha, materiais de divulgação e redes sociais.

Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, Rueda informou possuir R$ 75,6 milhões em patrimônio, valor que o coloca entre os candidatos a deputado federal pelo Rio com maior patrimônio declarado.

A maior parte dos imóveis informados está localizada fora do estado, principalmente em Brasília e Pernambuco.

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