Vídeo: Paes reage à prisão de Márcio Canella e dispara: ‘Quem é que anda com fuzil?’

Pré-candidato ao Governo do Rio comentou a prisão de Márcio Canella, criticou a influência de políticos nas forças policiais e afirmou que, se eleito, concentrará o comando da segurança pública no governador

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O pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, comentou nesta terça-feira (7) a operação da Polícia Federal que resultou na prisão em flagrante do ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella, além do cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim.

Durante entrevista ao Canal do Tchao, em parceria com o Boletim Cast, que vai ao ar às 20h desta terça-feira, Paes afirmou ter tomado conhecimento da operação pouco antes de participar do programa e reagiu à informação de que um fuzil calibre .556 foi encontrado no veículo de Canella.

“Eu tive informações quando eu estava chegando aqui, não tenho detalhes, soube que o deputado Canella, o ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso porque estaria lá com o fuzil. Quem é que anda com o fuzil? Quem é que anda com o fuzil? Não é normal. Não é normal”, declarou.

Na sequência, o ex-prefeito do Rio questionou o discurso de combate às barricadas adotado por adversários políticos e sugeriu que a retirada dessas estruturas em determinados municípios teria ocorrido em razão de acordos com criminosos.

“Que conversa é essa de barricada zero? Então a polícia só agia em Belford Roxo? Por que é cheio de barricada na cidade do Rio de Janeiro, onde eu era prefeito, e vou usar em São Gonçalo, onde o capitão Nelson, que é policial militar, é prefeito? É porque essa gente fez acordo para tirar a barricada. É óbvio que fez. Está na cara que fez”, afirmou.

Sem citar outros nomes, Eduardo Paes também criticou políticos que, segundo ele, adotam um discurso de enfrentamento ao crime nas redes sociais.

“Essa turma adora pousar em rede social, é tudo tiktoker. Tchutchuca do Comando Vermelho pagando de valentão. É tiro na cabecinha, aquelas fotos de fortão”, disse.

Promessa de mudanças na segurança pública

Ao abordar suas propostas para a segurança pública, Paes afirmou que pretende reduzir a influência política sobre as forças policiais caso seja eleito governador.

Segundo ele, policiais cedidos para gabinetes parlamentares deverão retornar às atividades operacionais.

“Todo deputado que me apoia nessa eleição, todos os deputados de oposição, e esses temem muito, sabem que vai acabar a farra. Essa quantidade de polícia, incluindo esse Amim, na Alerj, vai voltar todo mundo para trabalhar. Polícia tem que trabalhar na rua, defender o cidadão”, declarou.

O pré-candidato também afirmou que não permitirá indicações políticas para cargos estratégicos nas corporações policiais.

“Ninguém vai me ligar para nomear um comandante de batalhão, um delegado de polícia. Acabou essa história. O comando político das forças de segurança é de uma pessoa só, do governador de Estado, que é eleito. Portanto, tem que ter comando político numa democracia”, concluiu.

As declarações foram dadas no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos entre agentes públicos e organização criminosa. Márcio Canella foi preso em flagrante após a apreensão de um fuzil em seu veículo, conforme informou a Polícia Federal.

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