Trump diz que Irã está ‘colapsando completamente’ e prepara nova ofensiva de sanções

Presidente dos Estados Unidos promete a operação econômica mais esmagadora contra um país, enquanto Teerã ameaça vizinhos que aderirem à campanha de pressão de Washington

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou nesta segunda-feira (24) o tom contra o Irã ao afirmar que o país está em processo de colapso, justamente no dia em que Washington prepara uma nova rodada de sanções contra Teerã. As medidas fazem parte da chamada “guerra econômica” anunciada pelo republicano contra o regime iraniano e devem ampliar a pressão também sobre países que mantêm relações comerciais com a República Islâmica.

“O Irã está colapsando completamente”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

Publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, em sua rede social Truth Social, em 24 de agosto de 2026. — Foto: Reprodução / Truth Socia

A declaração ocorre em meio à expectativa pela divulgação de novas medidas econômicas pelo governo dos EUA. Trump classificou esta segunda-feira como o “dia D” de sua estratégia contra Teerã e afirmou que pretende promover a “operação econômica mais esmagadora” já realizada contra um país.

A ofensiva vai além de sanções aplicadas diretamente ao Irã. O governo dos EUA pretende tentar restringir as fontes de receita iranianas por meio de negociações com outros países, especialmente no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que ameaça impor punições àqueles que continuarem mantendo determinadas relações econômicas com Teerã.

Pressão para isolar Teerã

A estratégia de Washington busca aumentar o isolamento econômico iraniano e reduzir a capacidade do regime de manter negócios internacionais. Para isso, os Estados Unidos pretendem negociar acordos com governos da região e utilizar a ameaça de sanções como instrumento para desencorajar a manutenção de relações comerciais com o Irã.

A movimentação dos EUA já provoca reações diplomáticas no Oriente Médio. No sábado (22), o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, que também atua como principal negociador do país com os Estados Unidos, afirmou que o governo recebeu mensagens de nações vizinhas mencionando a criação de “novos acordos de segurança e cooperação econômica”.

A informação indica que países da região passaram a avaliar seus próximos movimentos diante do aumento da pressão estadunidense. Para Teerã, uma eventual adesão de seus vizinhos à estratégia de Washington pode representar um agravamento do isolamento econômico.

Trump havia anunciado a intensificação da guerra econômica contra o Irã na quarta-feira (19), quando também ameaçou países que ajudassem o regime iraniano a contornar as medidas impostas pelos Estados Unidos.

A nova etapa da ofensiva, portanto, procura aumentar o custo não apenas para Teerã, mas também para governos e empresas estrangeiras que continuarem realizando operações que Washington pretende atingir com suas sanções.

Irã ameaça países vizinhos com consequências

O governo iraniano respondeu nesta segunda-feira às ameaças dos EUA e indicou que também pretende exercer pressão sobre os países da região.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que nações vizinhas que decidirem aderir à campanha econômica promovida pelos Estados Unidos poderão enfrentar “consequências”.

A advertência amplia a tensão diplomática em torno da ofensiva anunciada por Trump. De um lado, Washington tenta convencer governos do Oriente Médio a reduzir sua cooperação com Teerã; de outro, o regime iraniano sinaliza que poderá reagir contra países que participarem da estratégia estadunidense.

A disputa coloca governos da região diante de um cenário delicado. Países que mantêm relações econômicas ou diplomáticas com o Irã passam a enfrentar a possibilidade de sofrer sanções dos EUA caso preservem esses vínculos, enquanto Teerã ameaça responder àqueles que optarem por acompanhar Washington.

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