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Condenado por matar mãe e filha grávidas no Rio não volta de ‘saidinha’; mais 195 presos são procurados

Daniel Mendonça da Silva, de 40 anos, é considerado foragido e classificado como de alta periculosidade; levantamento aponta que 195 presos não retornaram após o benefício

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O Disque Denúncia divulgou neste sábado (22) um cartaz para tentar localizar Daniel Mendonça da Silva, de 40 anos, condenado pelo assassinato de uma mãe e da filha dela, ambas grávidas, no Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio. O crime ocorreu em maio de 2011.

Daniel cumpria pena em regime semiaberto e recebeu o benefício de Visita Periódica ao Lar (VPL) durante a saída do Dia dos Pais. Ele, no entanto, não retornou ao sistema penitenciário dentro do prazo determinado pela Justiça e passou a ser considerado foragido.

Segundo o Disque Denúncia, o preso deveria ter se apresentado à unidade prisional até as 23h59 da última quinta-feira (13). Diante do não retorno, foi expedido um mandado de prisão para sua recaptura.

O sistema prisional classifica Daniel como de alta periculosidade. Ele ainda tem 18 anos, 7 meses e 26 dias de pena a cumprir.

Mãe e filha foram assassinadas dentro de casa

Daniel foi preso em abril de 2012 pelas mortes ocorridas quase um ano antes no Morro do Juramento.

Segundo o processo que resultou na condenação, ele entrou na residência das vítimas, localizada na Rua Nossa Senhora da Glória, por volta das 16h.

Mãe e filha foram encontradas mortas no banheiro da casa. As duas estavam sentadas no box, com as mãos amarradas para trás e as bocas amordaçadas. Ambas foram atingidas por disparos de uma pistola calibre 9 mm.

As duas mulheres estavam grávidas de meninos quando foram assassinadas.

De acordo com a decisão judicial, as vítimas foram mortas porque frequentavam comunidades controladas por uma facção rival àquela que dominava o Morro do Juramento naquele período. Uma delas já teria sido ameaçada de morte por Daniel.

Na época dos assassinatos, o tráfico de drogas na comunidade era controlado pela facção Amigos dos Amigos (ADA), que disputava territórios com o Comando Vermelho (CV). Atualmente, o CV controla o Morro do Juramento.

A Justiça entendeu que os dois homicídios foram praticados por motivo fútil e com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Foragido acumula outras condenações

Além da condenação pelos dois homicídios duplamente qualificados, Daniel possui outros registros criminais.

Ele também foi condenado por receptação e roubo qualificado. O histórico inclui ainda uma condenação anterior por tráfico de drogas e crimes relacionados a armas, cuja sentença transitou em julgado em janeiro de 2007.

Apesar do histórico e da classificação de alta periculosidade no sistema penitenciário, Daniel estava no regime semiaberto e teve autorização para deixar temporariamente a unidade durante o período relacionado ao Dia dos Pais.

Como não retornou no prazo estabelecido, passou a ser procurado pelas autoridades responsáveis pela recaptura de presos considerados evadidos.

Disque Denúncia pede informações de foragido por mortes no RJ. — Foto: Divulgação

195 presos não voltaram após saída temporária

O caso de Daniel integra uma relação maior de detentos que deixaram unidades penitenciárias do Rio durante a saída temporária e não retornaram.

Levantamento realizado pelo Disque Denúncia a partir do sistema da Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro (SEPPEN/RJ) mostra que, até as 23h59 desta sexta-feira (21), 195 presos beneficiados com a saída do Dia dos Pais ainda não haviam retornado às respectivas unidades.

Todos são considerados foragidos.

A procura pelos detentos é realizada por agentes da Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP), responsável por localizar pessoas que deixaram o sistema penitenciário e descumpriram as condições estabelecidas para o benefício.

No caso de Daniel Mendonça da Silva, a divulgação do cartaz pelo Disque Denúncia busca ampliar a obtenção de informações que possam auxiliar as autoridades a encontrar o condenado.

Informações sobre o paradeiro do foragido podem ser repassadas anonimamente ao Disque Denúncia pelos telefones (21) 2253-1177 e 0300-253-1177. O serviço também recebe informações pelo WhatsApp, no número (21) 2253-1177, e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

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