Um vídeo de MC Poze do Rodo que provocou controvérsia no fim de semana abriu um novo capítulo nos embates entre o funkeiro e o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As imagens, nas quais o artista supostamente teria tocado a região íntima de uma fã durante uma foto, levaram o parlamentar a se manifestar sobre o episódio.
Na gravação mencionada pelo deputado, a mulher aparece tentando impedir o avanço da mão do cantor. Ao comentar o episódio, Knoploch afirmou que eventual responsabilidade deve ser apurada pelas autoridades e sustentou que a condição de fã ou a popularidade do artista não afastam a necessidade de consentimento.
“Não importa se a mulher é fã, não importa o artista, não importa onde ela estava ou a roupa que usava. Nenhum homem ganha o direito de tocar intimamente uma mulher sem o consentimento dela. Direitos das mulheres não podem depender de quem é o agressor, de sua fama, de sua posição política ou de sua popularidade”, declarou.
Histórico de embates
Esta não é primeira vez que o funkeiro se torna alvo de manifestações do parlamentar. Em uma delas, MC Poze foi convocado para depor na CPI após a rápida recuperação de um automóvel que havia sido furtado.
Em outro episódio, Knoploch denunciou o que classificou como apologia ao tráfico de drogas e a outros crimes em um vídeo registrado durante uma apresentação do artista em uma comunidade do Rio. O caso ocorreu dias antes de MC Poze ser preso.
O novo episódio, portanto, desloca o embate para outra frente. Desta vez, Knoploch utiliza sua posição à frente da Comissão de Direitos Humanos para defender a apuração das imagens envolvendo a fã.
Deputado pede apuração
“Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, tenho defendido que mulheres vítimas de violência, abuso ou qualquer violação de seus direitos sejam ouvidas, protegidas e respeitadas. Não existe famoso acima da lei”, afirmou.
Na sequência, o deputado acrescentou: “Não existe ideologia acima da vítima. E não existe consentimento presumido. Se houve crime, que as autoridades apurem e que haja responsabilização na forma da lei”. Assista:







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