Com a campanha eleitoral oficialmente nas ruas, a disputa pelo voto passou a dividir espaço na agenda dos deputados estaduais com as atividades legislativas. Embora tenha havido consenso entre as lideranças da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para manter uma pauta mais enxuta durante o período eleitoral, o deputado Luiz Paulo (PSD) defendeu que os colegas não deixem de comparecer ao plenário e às comissões.
Na primeira semana de funcionamento da Casa após o início oficial da campanha, o líder do PSD, que disputa a reeleição, afirmou que vem conciliando os compromissos eleitorais com o mandato, assim como fez em eleições anteriores. “A gente pode estar nas ruas em horários que não conflitem com os horários da Assembleia Legislativa”, afirmou.
Pauta menor, mas com temas relevantes
A redução da pauta durante a campanha busca permitir que os parlamentares conciliem a atividade legislativa com os compromissos eleitorais. O entendimento, no entanto, não significa a paralisação dos trabalhos da Alerj. Luiz Paulo lembrou que serão 49 dias de campanha e alertou para a possibilidade de matérias complexas chegarem ao plenário nesse intervalo.
“Serão 49 dias de campanha, e muitas sessões aqui na Assembleia Legislativa, em algumas, possivelmente, terão projetos densos que precisarão ser profundamente discutidos”, declarou.
O alerta ocorre em um momento em que o Executivo já encaminhou à Casa temas considerados relevantes. Entre eles está a indicação de quatro nomes para recompor o Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp).
Outras duas mensagens tratam de questões tributárias. Uma regulamenta a figura do devedor contumaz, enquanto outra estabelece novas regras para negociação de débitos tributários e não tributários inscritos na dívida ativa.
Campanha exige presença nas ruas
Ao defender a continuidade da participação dos deputados nas atividades da Alerj, Luiz Paulo também reconheceu que a campanha reduz o tempo disponível dos candidatos. Segundo ele, a busca pelo voto exige contato direto com a população. “Eleição é algo imprevisível, dificílimo, em que o candidato tem que ter contato com o eleitor, e isso não se faz só de forma remota”, disse.
Para o parlamentar, o desafio durante o período de campanha será encontrar equilíbrio entre a presença nas ruas e o exercício do mandato. “Eleição exige a presença física das candidatas e dos candidatos e, com isso, o tempo fica muito mais curto, mas é necessário que a gente consiga fazer essa conciliação temporal”, afirmou.







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