Paes diz que crime ‘sentou no Palácio Guanabara’ e defende aliança com Lula para ‘salvar’ o Rio

Declaração foi feita durante o ato “O Rio Abraça o Lula”, neste sábado (22), no estádio de Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital

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O ex-prefeito do Rio e candidato ao governo fluminense Eduardo Paes (PSD) afirmou neste sábado (22) que a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, é fundamental para “reconstruir” o estado. A declaração foi feita durante o ato “O Rio Abraça o Lula”, no estádio de Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital.

O evento também apresentou as candidaturas de Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT) ao Senado e reuniu diversos candidatos e líderes políticos dos partidos.

Em discurso ao lado de Lula e outros aliados, Paes exaltou a parceria com o governo federal e destacou a necessidade da aliança com o líder petista, a quem chamou de “amigo”, para o estado fluminense. As falas também passaram pelo tema do combate ao crime organizado, da implementação de políticas sociais e críticas à atual situação do estado.

Em discurso duro contra adversários políticos, Paes associou o grupo político que governou o estado nos últimos anos ao crime organizado. “O estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço. Não estamos falando só de corrupção. Estamos falando que, com essa turma que esteve no poder por oito anos, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara”, disparou o ex-alcaide, citando a prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, a quem atribuiu ligações com o Comando Vermelho, e a cassação do ex-governador Cláudio Castro.

“Hoje, o candidato desse grupo é o Douglas Ruas. O que nos une hoje, com nossas diferenças, mas sempre nos respeitando, é o desejo de salvar o Estado do Rio de Janeiro. E a compreensão do Lula de que o Brasil não se salva se o Rio não se salvar”, afirmou Paes.

Lula chama Paes de “necessidade” para o Rio

Em seu discurso, Lula reforçou o apoio à candidatura de Paes e afirmou que estará “empenhado de corpo e alma” na eleição do aliado. “A gente não escolhe irmão, não escolhe pai, não escolhe mãe. Agora, amigo, a gente escolhe. Hoje posso dizer para vocês: o Eduardo Paes não é apenas um amigo. É uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, disse o presidente, que também defendeu as candidaturas de Pedro Paulo e Benedita da Silva ao Senado.

Pedro Paulo e Benedita reforçam união da chapa

Os candidatos ao Senado também discursaram no ato, reforçando o discurço de uma bancada unida em torno da aliança. “Eu e Bené, ao lado do presidente Lula, vamos concluir a votação que aprovamos e que nós defendemos, o fim da escala de trabalho 6×1. Vamos também aprovar a PEC da Segurança Pública, encaminhada pelo presidente e que está parada no Senado”, afirmou Pedro Paulo.

Benedita da Silva, por sua vez, defendeu a candidatura de Paes ao governo estadual. “Estamos juntos porque a união faz a força (…) E como governador ele vai fazer a diferença. Nos unimos para fazer do Brasil e do estado do Rio de Janeiro lugares melhores”, declarou.

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