Diante de uma plateia predominantemente de esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para Pedro Paulo, candidato ao Senado pelo PSD, neste sábado, durante evento realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Lula fez questão de afastar rumores sobre uma suposta resistência ao aliado de Eduardo Paes e declarou publicamente sua confiança no candidato.
“O Eduardo Paes achava que eu não gostava do Pedro Paulo. O Pedro Paulo nunca me fez nada. Por que eu haveria de não gostar de quem nunca me fez nada?”, questionou o presidente.
Lula afirmou que a escolha dos candidatos ao Senado deve ser orientada pelos interesses do Rio de Janeiro e pela necessidade de eleger parlamentares capazes de ajudar o governo federal. Para o presidente, relações pessoais e eventuais desavenças políticas devem ficar em segundo plano.
“Não está em jogo a minha relação de amizade com quem quer que seja. O que está em jogo é a gente escolher o que será melhor para o Rio de Janeiro. Quem é que vai ser eleito para ajudar o Rio e para ajudar a gente a governar o Brasil”, declarou.
Em seguida, Lula fez um apelo direto aos eleitores em favor de Pedro Paulo e defendeu uma dobradinha com Benedita da Silva, candidata do PT ao Senado.
“O Pedro Paulo merece toda a minha confiança e nós temos que votar no 555 para fazer, junto com o 131, a melhor bancada de senadores que o Rio de Janeiro já teve”, afirmou.
O gesto tem peso político por ter sido feito diante de militantes e lideranças majoritariamente identificados com a esquerda. Pedro Paulo, um dos principais quadros do grupo de Eduardo Paes, construiu sua trajetória política no campo de centro e enfrenta o desafio de ampliar sua penetração entre os eleitores de Lula e do PT.
Ao encerrar a manifestação, o presidente afirmou que o Rio precisa superar a imagem associada à violência e recuperar protagonismo no debate nacional.
“A gente não tem que ficar com iê-iê-iê. A gente tem que votar porque o Rio de Janeiro precisa sair das páginas policiais dos jornais e voltar para a página política”, concluiu.







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