Com a eleição do Conselho Estadual de Educação marcada para esta terça-feira (15), a deputada Tia Ju (Republicanos) afirmou que ainda aguardava uma resposta do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ao pedido apresentado por ela para tentar suspender o pleito. A parlamentar abordou o assunto durante sessão plenária da Assembleia Legislativa (Alerj), no mesmo dia previsto para a votação.
Tia Ju disse ter recorrido ao MPRJ depois de não receber resposta a um requerimento de informações apresentado à Secretaria de Estado de Educação sobre o Conselho Estadual de Educação. Segundo a deputada, o documento foi elaborado a partir de acusações e queixas encaminhadas ao seu mandato.
A parlamentar afirmou que, enquanto aguardava as informações solicitadas, foi surpreendida com a eleição marcada para esta terça-feira. Diante da proximidade do pleito, decidiu procurar o Ministério Público e questionar sua realização. “Não recebi as informações requeridas e, ainda, fui surpreendida com uma eleição marcada para hoje, sem ter legitimidade, sem ter transparência”, afirmou.
Corrida contra o tempo
Como a eleição está prevista para esta terça-feira (15), Tia Ju afirmou que aguardava uma manifestação do MPRJ sobre a representação. No plenário, ela lamentou ainda não ter recebido uma posição do órgão sobre o pedido apresentado.
“Como vi que meu requerimento de informações não foi respondido, eu entrei com uma queixa no Ministério Público, pedindo a anulação dessa eleição ilegítima, sem transparência e, portanto, nada democrática”, declarou.
Deputada aguarda manifestação do MPRJ
A ausência de uma manifestação ganhou relevância diante da realização da eleição prevista para o mesmo dia. “Até o momento, não tive a resposta do Ministério Público, mas vou continuar acreditando na democracia, na transparência que faz parte dela”, disse.
Tia Ju aproveitou Dia Internacional da Democracia, também comemorado nesta terça-feira, para defender a transparência nos processos institucionais e eleitorais e fez referências também às eleições gerais.
Em relação ao Conselho Estadual de Educação, a parlamentar afirmou que continuará questionando a condução do processo. Uma eventual suspensão ou anulação do pleito, entretanto, depende de decisão das autoridades competentes







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