Ruas prevê R$1,6 bilhão para reforçar PM e pretende baixar tarifa do Metrô para R$ 5,00.

Candidato calcula que expansão do efetivo custaria 1% do orçamento estadual e defende subsídio para reduzir passagem do metrô; Plano também prevê corte de gastos, aumento da arrecadação sem elevar impostos e ensino médio conectado ao mercado de trabalho

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Douglas Ruas (PL) afirmou que pretende destinar R$ 1,6 bilhão para ampliar o efetivo da Polícia Militar dos atuais 44 mil para 60 mil agentes caso seja eleito governador do Rio. Segundo o candidato, o valor representaria aproximadamente 1% do orçamento estadual. Na área de transportes, outra meta apresentada é reduzir de R$ 7,90 para R$ 5 a tarifa do metrô, por meio de subsídios públicos.

As propostas foram detalhadas pelo candidato ao tratar de segurança, situação fiscal, mobilidade e educação em entrevista ao RJTV da TV Globo. Ruas também defendeu um corte de despesas e do que classificou como privilégios, além de medidas para elevar a arrecadação estadual sem aumento de impostos.

Segurança: mais 16 mil policiais

A ampliação do efetivo da PM está entre as principais propostas de Ruas para a segurança pública. O candidato calcula em R$1,6 bilhão o custo para elevar o número de policiais de 44 mil para 60 mil.

Ruas também propõe alterar os critérios de avaliação do desempenho das forças de segurança. Na avaliação dele, o atual sistema privilegia indicadores relacionados aos efeitos da violência e não considera adequadamente a recuperação de territórios dominados por organizações criminosas.

A proposta é incluir entre os critérios situações como a retirada de barricadas, a garantia da livre circulação dos moradores e o restabelecimento da liberdade econômica nas comunidades. Ruas defendeu ainda que políticos condenados por corrupção sejam afastados definitivamente da vida pública.

Corte de gastos e aumento da arrecadação

Questionado sobre como financiaria suas propostas diante das dificuldades fiscais do Estado, Ruas disse que pretende começar pela redução de despesas e pelo corte do que considera privilégios bancados com recursos públicos.

Ao exemplificar sua proposta, criticou gastos da Prefeitura do Rio durante a gestão de Eduardo Paes (PSD) com estruturas no carnaval e grandes eventos. O candidato afirmou que pretende redirecionar recursos para segurança, saúde e educação.

Ruas também sustenta que será possível ampliar a arrecadação sem elevar impostos. A estratégia apresentada passa pelo estímulo à atividade econômica, atração de empresas e indústrias e geração de empregos.

Metrô a R$ 5 e expansão da rede

Na mobilidade, Ruas reconheceu que a tarifa de R$ 7,90 do metrô do Rio é a mais cara do país e estabeleceu como objetivo reduzi-la para R$ 5. Para isso, pretende buscar uma política de subsídios estaduais.

O candidato também defendeu planejamento de longo prazo para a expansão da rede. Sobre a Linha 3, que atenderia diretamente Niterói e São Gonçalo, afirmou que pretende acompanhar a elaboração dos estudos e, depois da conclusão, buscar uma parceria com o governo federal para viabilizar o projeto. 

Educação conectada ao emprego e sem aprovação automática

Ruas fez críticas aos resultados da rede estadual de ensino e afirmou que o Rio, apesar de ser a segunda maior economia brasileira, apresenta indicadores educacionais incompatíveis com sua capacidade econômica.

A principal proposta apresentada pelo candidato é aproximar o ensino médio da formação profissional. Ruas quer que, já no primeiro ano, estudantes tenham contato com qualificação direcionada às demandas do mercado de trabalho.

A intenção, segundo ele, é permitir que os jovens concluam a educação básica não apenas com o diploma escolar, mas também com formação profissional capaz de ampliar suas oportunidades de ingresso no mercado de trabalho.

Douglas Ruas, se posicionou contra a aprovação automática nas escolas da rede estadual.

Questionado sobre o desempenho do Rio de Janeiro no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que colocou o estado entre os piores resultados do país, Ruas afirmou que é preciso priorizar o aprendizado dos alunos, e não apenas os índices de aprovação e o fluxo escolar.

Ele citou a capital fluminense como exemplo de cidade onde a aprovação automática causa distorções na avaliação do Ideb.

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