Em depoimento ao tribunal misto que julga o impeachment do governador afastado Wilson Witzel, o atual secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves, disse, nesta quinta-feira, que encontrou uma pasta aparelhada e desestruturada, e que, na opinião dele, Witzel tinha conhecimento das irregularidades cometidas na área.
— Eu venho da Marinha. Lá, há um ditado: a tropa é o retrato fiel de seu comandante — disse o secretário, ao responder ao deputado Waldeck Carneiro (PT), que questionou se ele acreditava que Witzel sabia das irregularidades. — Infelizmente, os contratos (com Organizações Sociais) eram mal feitos para serem superfaturados. A pandemia apenas desnudou a situação caótica da saúde pública — acrescentou.
O secretário disse que, se fosse ele na ocasião, não teria reabilitado a Unir Saúde para prestar serviços ao estado, depois das irregularidades encontradas. A OS está no centro das denúncias contra Witzel.
“A mesma subsecretaria executiva fazia licitação, pagava e controlava os gastos. Só havia um comando. Parecia,sim, uma organização criminosa”
Chaves afirmou ainda que logo na primeira semana que assumiu a pasta de Saúde, ele e uma subsecretária teriam recebido ameaças de morte, mas que não sabe de onde vieram. O atual secretário também definiu os contratos do estado firmados com as OSs como “precários, para não dar certo”, e disse que identificou situacões estranhas, como o fato de a Secretaria de Saúde não glosar faturas quando havia problema nas prestações de contas:
— Tinha uma assessora de mais de 80 anos que liberava as faturas. Não tinha como cobrar das OSs — argumentou.
Em sua fala, o secretário criticou o fato de a antiga estrutura da subsecretaria-executiva concentrar várias atividades, o que, segundo ele, mostra que a Saúde do estado estava aparelhada de uma forma estratégica, que “parecia uma organização criminosa”. A subsecretaria foi comandada por Gabriell Neves, um dos acusados de irregularidades na montagem dos hospitais de campanha. Ele, no entanto, não citou o nome de Neves no depoimento:
— A mesma subsecretaria executiva fazia licitação, pagava e controlava os gastos. Só havia um comando. Parecia,sim, uma organização criminosa — disse.
Secretário de Saúde afirma que Witzel sabia dos esquemas de corrupção
Em depoimento ao tribunal misto que julga o impeachment do governador afastado Wilson Witzel, o atual secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves, disse, nesta quinta-feira, que encontrou uma pasta aparelhada e desestruturada, e que, na opinião dele, Witzel tinha conhecimento das irregularidades cometidas na área. — Eu venho da Marinha. Lá, há um ditado:…






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