A Justiça decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, além de outros investigados, no âmbito de uma apuração sobre um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal e impede a soltura dos envolvidos, que haviam sido presos temporariamente no último dia 15.
Com a nova determinação, os investigados permanecem detidos, frustrando a expectativa das defesas, que aguardavam a liberação ainda nesta quinta-feira (23). A conversão das prisões ocorre após avanço das investigações e análise de provas reunidas pelas autoridades.
Decisão ocorre após impasse sobre prazo das prisões
A medida foi tomada após uma controvérsia envolvendo o prazo das prisões temporárias. O Superior Tribunal de Justiça havia concedido habeas corpus a um dos investigados, decisão que inicialmente beneficiava também os demais alvos da operação.
O questionamento girava em torno da duração da prisão temporária, que, segundo entendimento judicial, deveria ser de cinco dias e não 30, como havia sido fixado anteriormente. A divergência levou a Polícia Federal a solicitar a conversão para prisão preventiva.
Diferentemente da temporária, que tem prazo limitado e é voltada à fase inicial da investigação, a prisão preventiva não possui duração definida e pode ser mantida enquanto persistirem os fundamentos legais.
PF aponta risco de continuidade criminosa
De acordo com a Polícia Federal, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e evitar a continuidade das atividades ilícitas. Os investigadores também destacam o risco de interferência no andamento do caso.
Entre as preocupações apontadas estão a possibilidade de destruição de provas, manipulação de informações e alinhamento de versões entre os investigados. A avaliação se baseia em materiais coletados, como dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros.
A decisão judicial considerou esses elementos suficientes para manter os investigados presos por tempo indeterminado, enquanto o caso segue em apuração.
Esquema envolveria mais de R$ 1,6 bilhão
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilegais. Entre elas estão apostas clandestinas, rifas irregulares, tráfico internacional de drogas e uso de empresas de fachada.
As autoridades também apontam o uso de “laranjas”, criptomoedas e transferências para o exterior como mecanismos para ocultar a origem dos recursos. O esquema teria alcance nacional e internacional.
A operação que levou às prisões temporárias foi deflagrada no último dia 15 e segue em andamento, com novas diligências sendo realizadas.
Confusão em frente a presídio após decisão
Após a confirmação da prisão preventiva, familiares e amigos de um dos investigados se concentraram em frente ao Centro de Detenção Provisória do Belém, na Zona Leste de São Paulo.
O grupo aguardava a possível soltura do cantor, o que não se concretizou com a nova decisão judicial. Houve tensão no local, com registros de princípio de confusão.
A situação foi controlada pelas autoridades, e não há informações sobre feridos ou detenções relacionadas ao episódio.
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