Rick Azevedo rebate acusações de ex-assessores e atribui denúncias a adversários

Vereador e candidato a deputado federal contesta relatos de assédio moral e outras irregularidades apresentados por ex-funcionários ao MPT e afirma ser alvo de ataques devido sua campanha pelo fim da escala 6 X 1

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O vereador do Rio Rick Azevedo (PSOL), candidato a deputado federal e uma das principais vozes do movimento pelo fim da escala 6×1, reagiu às acusações feitas por 11 ex-assessores de seu gabinete. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar negou as irregularidades e atribuiu as denúncias a uma ofensiva de adversários políticos e de setores empresariais contrários à sua principal bandeira. As acusações foram reveladas pelo jornal O Dia no domingo (27).

Os ex-funcionários apresentaram uma representação ao Ministério Público do Trabalho (MPT) na qual pedem a apuração de supostos episódios de assédio moral, abuso de poder, perseguição funcional, desvio de finalidade administrativa e nepotismo. O documento também questiona um eventual uso da estrutura do gabinete para atividades particulares e eleitorais. As alegações são dos denunciantes e ainda dependem de apuração.

Vereador contesta acusações

Rick afirma que os ex-assessores deixaram o gabinete por problemas relacionados ao desempenho profissional. Em sua resposta, o candidato sustenta que antigos integrantes da equipe estariam sendo usados por adversários políticos na reta final da eleição.

“Não continuaram porque não conseguiam prestar um serviço para a sociedade”, afirmou Rick no vídeo, segundo reprodução de seu pronunciamento. O vereador também desafiou os acusadores a apresentarem publicamente provas das irregularidades relatadas.

A representação dos ex-assessores apresenta uma versão diferente. Segundo o documento, funcionários teriam enfrentado cobranças fora do horário de trabalho, inclusive nos fins de semana, além de pressão para interagir com conteúdos de Rick e do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) nas redes sociais. Há ainda relatos de cobranças para participação em atividades externas e questionamentos sobre a utilização da estrutura do gabinete.

Rick rejeitou as acusações de assédio moral e sustentou que não havia, até sua manifestação, denúncia formal aberta contra ele no Ministério Público. A existência de uma representação, porém, significa que ex-assessores pediram ao MPT a apuração dos fatos, não equivalendo, por si só, à comprovação das acusações ou a uma condenação.

Rick também rebate acusação de transfobia

Outro ponto contestado pelo vereador foi a menção a uma suposta conduta transfóbica. A reportagem de O Dia relacionou o caso a uma ex-integrante trans do gabinete e reproduziu relato atribuído a ela sobre as circunstâncias de seu desligamento.

Na manifestação encaminhada por Rick, o vereador nega ter cometido transfobia e critica a forma como a acusação foi apresentada. Sua equipe também afirma que uma versão anterior da reportagem teria relacionado Benny a um episódio de transfobia que, segundo a defesa do candidato, não ocorreu. Ao contrário do que afirma a reportagem de O Dia, Benny nunca trabalhou no gabinete de Rick e também não fez críticas ao vereador.

Candidato relaciona ataques à luta contra escala 6×1

Rick também vinculou a repercussão das denúncias à atuação que lhe deu projeção nacional: a defesa do fim da escala de trabalho 6×1. Líder do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), ele afirma que sua atuação contrariou interesses políticos e empresariais e que os ataques aumentaram durante a campanha para deputado federal.

“Há três anos luto pelo fim da escala 6×1 e há três anos pago o preço disso. Sofro ameaças diariamente, já fui agredido e sigo sendo alvo de ataques de ambos os lados”, declarou.

Ao encerrar o pronunciamento, Rick afirmou que manterá a campanha nas ruas e voltou a apresentar sua candidatura como ligada à representação dos trabalhadores.

“Ser uma voz que defende a classe trabalhadora incomoda muita gente, desde empresários até opositores que não aceitam ver uma bicha preta encabeçando a maior pauta das últimas décadas. Vou responder como sempre fiz: com trabalho. Seguirei nas ruas lutando para que a classe trabalhadora possa eleger um dos seus nesse domingo”, afirmou.

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