Dois dias depois da confusão que terminou com spray de pimenta e a exibição de uma arma em frente ao seu comitê eleitoral, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) voltará à Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Nesta quarta-feira (30), o parlamentar realizará uma caminhada contra a violência política durante a campanha eleitoral.
O ato terá concentração às 12h, em frente ao comitê de Serafini, na Rua General Roca, 815, e a caminhada está prevista para começar às 13h. A manifestação é uma reação ao episódio ocorrido na segunda-feira (28), envolvendo o deputado Alexandre Knoploch (PL) e integrantes da campanha do psolista.
Segundo a versão apresentada por Serafini, Knoploch ameaçou integrantes do grupo ao exibir uma arma e teria usado spray de pimenta contra militantes que estavam no local. O deputado do PL confirma ter utilizado o spray e mostrado a arma, mas nega ter ameaçado ou utilizado a pistola.
Ato contra violência política
Na convocação para a caminhada, a campanha de Serafini classifica o episódio como uma tentativa de constrangimento e violência contra o comitê e seus militantes e afirma que o caso representa um ataque ao direito de realizar campanha.
“Não vão nos calar com truculência, spray de pimenta ou armas. A resposta do povo e das forças democráticas do Rio de Janeiro precisa ser dada nas ruas, com firmeza, coragem e unidade”, diz o texto divulgado pela campanha. A convocação é dirigida a apoiadores, militantes e integrantes de movimentos sociais
Além do ato desta quarta-feira, Serafini levou o caso à Justiça Eleitoral. O parlamentar apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e uma ação cível no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Entre as medidas solicitadas estão a apreensão da arma e do spray de pimenta envolvidos no episódio e a suspensão do porte de Knoploch.
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) também informou que denunciará Knoploch à Justiça Eleitoral por causa do episódio.
Discussão começou por causa de música
Segundo relatos, a confusão teria começado depois de Knoploch se incomodar com uma música reproduzida nas proximidades do comitê de Serafini e que fazia referência a Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com o deputado do PL, ele distribuía panfletos na região quando uma mulher o abordou para reclamar dos palavrões presentes na letra, alegando que o conteúdo provocava constrangimento em pessoas que passavam pelo local.
Knoploch afirmou que respondeu à mulher que considerava a situação ilegal. Segundo a versão do parlamentar, integrantes do comitê de Serafini teriam ouvido a conversa, se aproximado e passado a intimidá-lo e ameaçá-lo.
Foi nesse momento, ainda conforme o relato de Knoploch, que ele utilizou o spray de pimenta. O deputado admitiu ter acionado o equipamento, mas sustentou que reagiu ao avanço do grupo.
Knoploch confirma exibição de arma
O parlamentar do PL também confirmou que mostrou a arma que carregava, afirmando que a pistola é legalizada. Knoploch, no entanto, negou ter utilizado a arma durante a discussão.
O deputado informou ainda que registrou uma ocorrência sobre o episódio e que pretende apresentar à Justiça Eleitoral uma denúncia relacionada ao conteúdo da música reproduzida no local.







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