Serafini pede apreensão de arma e suspensão do porte de Knoploch após confusão na Tijuca

Deputado do PSOL também quer que parlamentar do PL mantenha distância de seu comitê; Knoploch admitiu uso de spray de pimenta e alegou ter sido ameaçado pela equipe do adversário

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O deputado estadual e candidato à reeleição na Alerj Flávio Serafini (PSOL) pediu nesta terça-feira (29) a apreensão da arma e a suspensão do porte do também deputado e candidato Alexandre Knoploch (PL), após a confusão envolvendo integrantes de sua campanha na Tijuca, Zona Norte do Rio. Foram apresentadas uma notícia-crime destinada ao Ministério Público Eleitoral e uma ação cível no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).

O episódio ocorreu na segunda-feira (28), em frente ao comitê de Serafini, na Praça Saens Peña. A equipe do psolista acusou Knoploch de usar spray de pimenta contra militantes e intimidá-los com uma arma. Imagens mostram o deputado do PL discutindo com o grupo e levando a mão à arma presa na cintura. O próprio parlamentar chegou a confirmar ter utilizado o spray, mas disse que teria reagido após ser intimidado.

Na ação cível, Serafini pede que Knoploch mantenha distância mínima de 200 metros do comitê e seja proibido de contatar os envolvidos e de portar armas ou spray de pimenta em eventos de campanha. A petição solicita multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. O pedido também leva a assinatura de Maria de Lourdes do Carmo, a Maria dos Camelôs, candidata a suplente ao Senado e coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (MUCA), que teria sido atingida pelo spray de pimenta junto com Cintia Teixeira de Souza Silva, integrante da equipe de Serafini.

Já a notícia-crime solicita investigação sobre possíveis crimes de lesão corporal, ameaça, violência política contra a mulher, injúria eleitoral e desobediência.

Talíria Petrone também anunciou medidas

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) também anunciou que levaria o caso ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral. Ela comparou o episódio ao de Carla Zambelli, que sacou uma arma e perseguiu um homem em São Paulo durante a campanha de 2022. “É inadmissível esse tipo de violência durante as eleições. Ele precisa ser responsabilizado e preso”, afirmou.

Knoploch disse que mostrou arma e usou spray para se defender

Segundo relatos, a confusão teria tido início após o deputado do Partido Liberal se incomodar com uma música que fazia referência a Flávio Bolsonaro (PL). Knoploch se defendeu e deu sua versão sobre o caso. Ele disse que distribuía panfletos quando uma mulher o questionou sobre palavrões na letra com referências ao correligionário, que teria causado constrangimento em quem passava pelo local.

O parlamentar disse que respondeu à mulher que considerava a situação ilegal e teria passado a ser intimidado teria sido intimidado por integrantes da equipe do psolista momento, segundo ele, integrantes do comitê ouviram a conversa e foram em sua direção com ameaças. Knoploch admitiu ter usado spray de pimenta, mas alegou que teria reagido ao avanço do grupo.

O deputado também confirmou ter mostrado a arma, que afirma ser legalizada, e negou tê-la utilizado. Ele informou que registrou a ocorrência e pretende levar à Justiça Eleitoral uma denúncia contra o conteúdo da música.

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