Renovação de incentivos tributários tem análise adiada na alerj após apresentação de emendas

Deputados encaminharam nove sugestões de alteração ao texto enviado pelo governo estadual sobre benefícios de ICMS

A proposta do governo do estado para prorrogar benefícios fiscais de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinados a diversos setores da economia fluminense começou a ser discutida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nesta terça-feira (16).

O projeto de lei 7.684/26, no entanto, recebeu nove emendas dos deputados e retornou às comissões permanentes para análise. O texto prevê a manutenção de incentivos tributários até 31 de dezembro de 2026, com renúncia fiscal estimada em R$ 597 milhões no próximo ano.

O que prevê a proposta

O texto internaliza convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e mantém incentivos destinados a diferentes segmentos da economia, como saúde, agropecuária, infraestrutura, logística, indústria e cultura.

Entre as medidas estão reduções na base de cálculo do imposto para equipamentos industriais e implementos agrícolas, isenções para determinados produtos da área da saúde e benefícios voltados a atividades culturais e eventos específicos.

Segundo o governo estadual, não estão sendo criados novos incentivos. A proposta reúne e prorroga benefícios já existentes, previstos em 55 convênios celebrados entre 1989 e 2017 e atualmente aplicados no Rio de Janeiro. O projeto tramita em regime de urgência e está sendo analisado em discussão única.

Impacto para os setores beneficiados

De acordo com o Executivo, a prorrogação busca garantir a continuidade de políticas tributárias consideradas importantes para diferentes cadeias produtivas. Entre os segmentos contemplados estão a produção de medicamentos e insumos para a saúde, atividades agropecuárias, obras de infraestrutura, logística e a indústria aeroespacial.

O governo argumenta que a manutenção dos incentivos contribui para preservar investimentos e empregos, além de oferecer previsibilidade para empresas que já operam sob essas regras tributárias.

Previsão de renúncia fiscal

Dados da Secretaria de Estado de Fazenda apontam que a estimativa de renúncia fiscal associada aos benefícios é de aproximadamente R$ 597 milhões em 2026, R$ 669 milhões em 2027 e R$ 689 milhões em 2028.

Segundo o Executivo, esses valores já estavam previstos nas projeções orçamentárias do estado e, por isso, a prorrogação dos incentivos não representaria impacto adicional nas contas públicas.

O texto também determina que os benefícios continuem sujeitos a mecanismos de acompanhamento e monitoramento fiscal, cujas regras deverão ser regulamentadas posteriormente pelo governo estadual.

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