Presidente do Fluminense alerta para risco de desemprego no futebol com proibição das bets; vídeo

Mattheus Montenegro afirma no STF que fim dos patrocínios de casas de apostas pode atingir toda a cadeia esportiva, especialmente os clubes de menor porte

Seguir no Google
Adicione a Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

A proibição das apostas esportivas on-line no Brasil pode provocar uma onda de desemprego no futebol, com consequências especialmente graves para os clubes de menor porte. O alerta foi feito nesta terça-feira (3) pelo presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a constitucionalidade da medida provisória do governo federal responsável por vetar a atividade no país.

Durante sua manifestação, o dirigente tricolor chamou a atenção para os efeitos econômicos da decisão, argumentando que o encerramento dos contratos de patrocínio com empresas de apostas pode comprometer o funcionamento de diferentes setores ligados ao futebol brasileiro.

Montenegro sustentou que a perda dessas receitas não ficaria restrita aos grandes clubes, mas atingiria profissionais e trabalhadores que dependem direta ou indiretamente da atividade esportiva.

Impacto social

Ao defender sua posição diante dos participantes da audiência, Montenegro comparou os problemas provocados pelo endividamento relacionado às apostas com as dificuldades enfrentadas por famílias que podem perder sua fonte de renda.

“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, especialmente das agremiações menores com base nessa perda de receita”, afirmou.

A declaração colocou em discussão duas consequências sociais distintas: de um lado, os prejuízos financeiros associados às apostas; de outro, os possíveis impactos trabalhistas e econômicos decorrentes da proibição do setor.

Na avaliação do presidente do Fluminense, as agremiações menores estariam entre as mais vulneráveis à interrupção dos patrocínios, uma vez que a perda de uma fonte de financiamento pode comprometer o equilíbrio de seus orçamentos.

Proibição das bets provoca debate no STF

A audiência pública reúne argumentos sobre os efeitos da medida provisória que proibiu as apostas on-line no Brasil. O debate envolve tanto a proteção dos consumidores e os problemas associados ao endividamento quanto as consequências econômicas para empresas e instituições que mantinham contratos com o setor.

No futebol, as casas de apostas passaram a ocupar espaço relevante no mercado de patrocínios, com suas marcas estampadas em uniformes e associadas a diferentes competições.

A manifestação de Montenegro reforça a preocupação de dirigentes esportivos com a interrupção desses acordos comerciais. A discussão no Supremo, entretanto, não se limita aos interesses financeiros dos clubes e também envolve a análise jurídica da medida adotada pelo governo federal.

O ministro Luiz Fux, relator das ações relacionadas ao tema, defendeu o banimento das bets, citando os efeitos negativos da atividade sobre a saúde pública e a economia das famílias. A audiência não terá decisão definitiva sobre a validade da proibição. Agenda do Poder+1

A controvérsia já havia mobilizado os clubes cariocas. Em outubro, Flamengo e Fluminense participaram de uma manifestação conjunta contra a medida, exibindo mensagens de protesto durante um clássico no Maracanã.

Relacionadas

Deixe um comentário