Presidente da ACRJ propõe integrar hospitais e usar inteligência artificial para reduzir filas no SUS

Em entrevista ao Agenda do Poder na TV, Josier Vilar critica falta de integração entre hospitais, defende mudanças no financiamento da saúde, anuncia polo de produção de vacinas no Rio e apresenta propostas para reduzir a judicialização e acelerar o atendimento à população

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O Brasil poderia reduzir significativamente as filas de espera por cirurgias, melhorar o atendimento aos pacientes e economizar recursos públicos se os hospitais federais, estaduais e municipais compartilhassem informações e utilizassem de maneira mais eficiente a estrutura já existente. A avaliação é do médico e presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Josier Vilar, que defende uma profunda transformação no sistema de saúde brasileiro, com investimentos em tecnologia, inteligência artificial e novos modelos de gestão.

Em entrevista ao Agenda do Poder na TV, apresentado pelo jornalista Ricardo Bruno, Vilar criticou a fragmentação da rede hospitalar, apontou o desperdício de recursos provocado pela falta de comunicação entre unidades de saúde e afirmou que a demora no atendimento de pacientes com doenças graves representa uma situação inaceitável. O programa vai ao ar domingo (8), às 23h20, pela Rede CNT de televisão, com exibição também pelo YouTube.

Durante a conversa, o presidente da ACRJ apresentou propostas para integrar os sistemas público e privado, ampliar o uso da inteligência artificial na medicina, fortalecer a indústria farmacêutica nacional e transformar o Rio de Janeiro em um grande polo de inovação e produção de medicamentos.

Vilar também anunciou a quinta edição da FISWEEK, festival internacional de inovação e empreendedorismo em saúde que será realizado entre os dias 11 e 13 de novembro, na Marina da Glória e no Museu de Arte Moderna (MAM), com expectativa de reunir 15 mil participantes e 880 palestrantes.

Pacientes esperam anos por cirurgias enquanto hospitais podem ter vagas disponíveis

Um dos momentos mais contundentes da entrevista ocorreu quando Ricardo Bruno questionou a demora enfrentada por pacientes que dependem da rede pública para realizar procedimentos médicos, especialmente cirurgias oncológicas.

O jornalista citou situações de idosos que aguardam um ou dois anos por operações de câncer ou catarata, apesar dos investimentos destinados anualmente ao setor.

Vilar afirmou que a demora não pode ser tratada como uma dificuldade administrativa comum, porque envolve diretamente o sofrimento e a sobrevivência dos pacientes.

“É uma situação moralmente inaceitável e eticamente absolutamente condenável”, declarou.

Segundo ele, parte do problema está na incapacidade do sistema de identificar, em tempo real, onde existem vagas disponíveis para determinados procedimentos.

O presidente da ACRJ exemplificou que uma paciente com câncer de mama, residente em uma pequena cidade do interior fluminense, pode permanecer aguardando atendimento no Instituto Nacional do Câncer (Inca), mesmo que eventualmente exista capacidade para realizar a cirurgia em outra região do país.

Na avaliação de Vilar, a ausência de integração nacional impede que os gestores aproveitem plenamente a estrutura hospitalar disponível.

Ele também criticou a falta de comunicação entre prontuários médicos. Atualmente, segundo o entrevistado, um paciente atendido por diferentes profissionais frequentemente precisa repetir exames e avaliações porque as informações anteriores não estão acessíveis.

Esse funcionamento fragmentado, argumentou, provoca gastos desnecessários e compromete a eficiência do atendimento.

“O primeiro passo a se construir na saúde, no meu entendimento, para racionalizar o setor, dar mais eficiência, mais eficácia, é integrar o dado, integrar a informação”, afirmou.

Falta de comunicação entre hospitais federais, estaduais e municipais compromete o SUS

Ricardo Bruno chamou atenção para uma particularidade do Rio de Janeiro: a coexistência de hospitais administrados pela União, pelo governo estadual e pelas prefeituras, com sistemas de regulação que não funcionam de maneira plenamente integrada.

Vilar classificou essa separação como um dos grandes entraves à melhoria da assistência médica.

Para ele, a população não deveria sofrer as consequências das divisões administrativas entre os diferentes níveis de governo.

“Nós precisamos integrar isso e acabar com essa história de saúde federal, saúde municipal e saúde estadual. Tem que ser tudo a mesma coisa”, defendeu.

O médico comparou a situação ao funcionamento das vias públicas. Segundo ele, quem enfrenta um problema em uma estrada deseja receber atendimento, independentemente de a responsabilidade pela via ser federal, estadual ou municipal.

Na saúde, acrescentou, deveria prevalecer a mesma lógica.

Vilar lembrou que a integração do atendimento está relacionada aos princípios que orientaram a criação do Sistema Único de Saúde, mas observou que, na época de sua concepção, ainda não existiam os recursos tecnológicos disponíveis atualmente.

Com a digitalização dos serviços, argumentou, tornou-se possível construir sistemas capazes de compartilhar prontuários, identificar vagas e acompanhar a demanda por procedimentos médicos em diferentes regiões.

O presidente da ACRJ também defendeu o mapeamento da capacidade instalada dos hospitais brasileiros, incluindo centros cirúrgicos, equipamentos e equipes profissionais.

A proposta permitiria identificar unidades com capacidade ociosa e direcionar pacientes conforme critérios médicos e de prioridade.

Mais dinheiro para a saúde não basta sem melhorar a gestão, afirma Vilar

Outro ponto central da entrevista foi o financiamento do SUS.

Ricardo Bruno mencionou as reclamações de prefeitos sobre os valores pagos pela tabela do sistema público, frequentemente considerados insuficientes para cobrir os custos dos procedimentos realizados por hospitais e prestadores de serviços.

Vilar reconheceu a existência de dificuldades financeiras estruturais.

“Não há um desfinanciamento do setor saúde no Brasil real. Isso não é uma lorota não. Existe um desfinanciamento”, afirmou, em trecho no qual reconheceu a insuficiência de recursos destinados à área.

Apesar disso, ele sustentou que simplesmente ampliar o orçamento não resolverá os problemas se a estrutura administrativa continuar funcionando de maneira fragmentada.

Segundo o médico, a repetição de exames, a falta de integração entre unidades e a utilização inadequada de equipamentos representam fontes importantes de desperdício.

Na avaliação do entrevistado, uma gestão mais eficiente poderia permitir inclusive a revisão dos valores da tabela SUS, sem exigir necessariamente aumentos de gastos na proporção atualmente estimada.

“Nós precisamos melhorar a gestão e melhorar o aporte financeiro, mas previamente precisamos melhorar a gestão”, resumiu.

Setor privado pode contribuir para melhorar hospitais públicos

O presidente da Associação Comercial também defendeu uma participação mais ativa da iniciativa privada na modernização da saúde pública. |Vilar argumentou que empresas com modelos de gestão eficientes, processos administrativos estruturados e experiência em incorporação tecnológica poderiam compartilhar conhecimentos com a rede pública.

Para ele, essa colaboração não deveria se limitar à contratação de serviços ou à realização de convênios. O objetivo seria transferir práticas de gestão, qualificação profissional e organização de processos capazes de aumentar a produtividade dos hospitais públicos.

O médico afirmou que, enquanto o resultado financeiro é um indicador relevante para empresas privadas, na rede pública o principal retorno deve ser medido pela capacidade de atender mais pacientes e diminuir as filas.

Na avaliação de Vilar, a integração entre os setores público e privado precisa funcionar como uma soma de capacidades em benefício da população.

Inteligência artificial pode antecipar doenças e transformar a medicina preventiva

A inteligência artificial ocupou uma parte importante da conversa. Vilar afirmou que a inteligência artificial já se tornou uma realidade irreversível na medicina e tende a ocupar espaço cada vez maior nas decisões clínicas e administrativas. Entretanto, ressaltou que a tecnologia não deve substituir a avaliação dos profissionais de saúde.

“Nós, os médicos, nunca seremos substituídos pelas máquinas. Porque a medicina é feita também da relação humana”, afirmou.

Segundo ele, o vínculo de confiança, o contato pessoal e a capacidade de interpretar as particularidades de cada paciente continuam sendo elementos essenciais da prática médica.

Vilar alertou ainda que sistemas de inteligência artificial podem utilizar informações provenientes de fontes corretas e incorretas, o que exige análise crítica dos resultados.

Por isso, considera fundamental que as respostas fornecidas pelas plataformas sejam avaliadas por profissionais qualificados, especialmente quando envolvem diagnósticos e tratamentos.

Para Vilar, o maior potencial da inteligência artificial vai além da interpretação de exames.

A tecnologia pode ajudar a identificar tendências de adoecimento, antecipar demandas hospitalares, organizar estoques, planejar políticas públicas e orientar investimentos.

Medicina do futuro deve prevenir doenças antes que elas apareçam

Ao discutir o futuro da profissão médica, Vilar defendeu uma mudança na formação dos profissionais de saúde.

Segundo ele, durante décadas, o ensino da medicina esteve concentrado principalmente na identificação e no tratamento de doenças já instaladas.

Com o avanço da tecnologia e a disponibilidade de grandes volumes de informações, a tendência é ampliar o espaço da prevenção.

O presidente da ACRJ citou a medicina do trabalho como exemplo.

Em vez de limitar a atuação dos profissionais ao atendimento de trabalhadores que já desenvolveram problemas musculares ou lesões decorrentes de esforço repetitivo, sistemas preditivos poderiam identificar fatores de risco e orientar medidas preventivas.

Vilar mencionou uma visita a uma empresa que realiza atividades de levantamento de cargas, onde trabalhadores desenvolvem problemas lombares ao longo do tempo.

Na avaliação dele, informações sobre idade, tempo de serviço, esforço físico e condições de trabalho poderiam ajudar a prevenir o surgimento dessas doenças.

Ricardo Bruno concordou com a necessidade de uma medicina menos concentrada na cura e mais voltada à preservação da saúde, mencionando sua experiência pessoal com profissionais que adotam abordagens preventivas e integrativas.

Envelhecimento da população exige planejamento antecipado

Para ilustrar como os dados podem orientar políticas públicas, Vilar citou o envelhecimento da população de Copacabana, bairro da Zona Sul do Rio.

Segundo ele, conhecer a proporção de moradores idosos permite estimar a demanda futura por consultas, exames oftalmológicos e outros serviços de saúde.

O médico explicou que o envelhecimento está associado a alterações progressivas de diferentes funções do organismo, embora a velocidade e a intensidade dessas mudanças variem entre as pessoas.

Ele destacou que doenças como diabetes e hipertensão podem agravar determinados problemas e aumentar a necessidade de acompanhamento médico.

A partir dessas informações, o poder público poderia organizar programas preventivos, identificar grupos mais vulneráveis e planejar a oferta de serviços antes do agravamento das condições de saúde.

Vilar citou, como exemplo, a possibilidade de antecipar a necessidade de correção visual entre idosos, reduzindo riscos associados à dificuldade de enxergar.

Na avaliação do entrevistado, medidas preventivas podem produzir benefícios não apenas para a saúde da população, mas também para as contas públicas.

Judicialização da saúde precisa de mediação antes de chegar à Justiça

Outro tema considerado prioritário pelo presidente da ACRJ foi o elevado número de ações judiciais envolvendo tratamentos médicos, internações, medicamentos e coberturas de planos de saúde.

Vilar reconheceu que recorrer à Justiça é um direito legítimo dos pacientes, especialmente quando há risco à saúde ou à vida.

Entretanto, argumentou que muitos conflitos poderiam ser resolvidos mais rapidamente por meio de mecanismos de negociação entre usuários, prestadores de serviços, operadoras e órgãos reguladores.

O médico defendeu a criação de câmaras especializadas em mediação de conflitos na saúde, com participação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A proposta também envolve o uso de plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial para organizar informações e facilitar o entendimento entre as partes.

Segundo ele, a Associação Comercial do Rio de Janeiro e a iniciativa FIS pretendem estimular esse debate.

Vilar também mencionou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação dos planos de saúde, como uma instituição que poderia ampliar sua atuação na resolução antecipada de conflitos.

O entrevistado ressaltou que a repetição de ações judiciais sobre um mesmo assunto pode indicar problemas nos contratos, na regulamentação ou nos procedimentos adotados pelas empresas.

Nesse cenário, argumentou, a análise dos dados das demandas judiciais poderia ajudar a identificar falhas estruturais e orientar mudanças.

A intenção, segundo ele, não é impedir o acesso ao Judiciário, mas construir alternativas para resolver conflitos com maior rapidez, preservando os direitos dos pacientes.

Rio pode se transformar em polo nacional de vacinas, medicamentos e inovação

A entrevista também abordou as oportunidades econômicas abertas pelo desenvolvimento da indústria da saúde no estado do Rio de Janeiro.

Ricardo Bruno destacou o potencial de um complexo de produção de vacinas e medicamentos em Santa Cruz, na Zona Oeste da capital, como ponto de partida para uma transformação mais ampla da economia fluminense.

Vilar afirmou que a pandemia de Covid-19 expôs a dependência brasileira de produtos fabricados no exterior, incluindo equipamentos de proteção individual, insumos farmacêuticos e medicamentos.

Segundo ele, a experiência demonstrou a importância estratégica de fortalecer a capacidade produtiva nacional.

O médico citou a política federal Nova Indústria Brasil, que inclui o desenvolvimento do complexo econômico-industrial da saúde entre suas prioridades.

Para Vilar, a reindustrialização do setor não deve ficar restrita à construção de fábricas.

Ela também precisa envolver universidades, centros de pesquisa, empresas de tecnologia, startups e prestadores de serviços.

O presidente da ACRJ afirmou que existe uma iniciativa em desenvolvimento, com protagonismo da Fiocruz, para estimular a instalação de atividades industriais e tecnológicas em Santa Cruz.

Segundo ele, há perspectiva de apresentação de um projeto pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre janeiro e fevereiro de 2027, envolvendo uma parceria entre os setores público e privado.

A proposta contempla a produção de vacinas, imunobiológicos e medicamentos utilizados no tratamento de doenças como o câncer.

Vilar argumentou que a fabricação nacional desses produtos pode reduzir a dependência de importações e fortalecer a capacidade brasileira de resposta a futuras emergências sanitárias.

Proposta apresentada à Prefeitura prevê distrito de inovação em saúde

O presidente da Associação Comercial revelou ter encaminhado ao prefeito Eduardo Cavaliere uma proposta para transformar o Rio de Janeiro em um grande distrito de inovação em saúde.

A ideia é aproveitar a presença de instituições científicas, hospitais, universidades e empresas para organizar um ambiente favorável à pesquisa, à produção industrial e ao desenvolvimento tecnológico.

Segundo Vilar, o projeto não ficaria restrito a Santa Cruz.

A expectativa é que o crescimento da atividade industrial estimule novos empreendimentos em diferentes regiões da cidade, criando oportunidades de negócios e ampliando a oferta de serviços especializados.

O médico considera que o Rio reúne condições para assumir protagonismo nacional nesse processo, especialmente pela presença da Fiocruz e pela tradição de suas instituições de pesquisa e assistência médica.

A proposta também busca aproximar desenvolvimento econômico e políticas públicas de saúde, de maneira que os investimentos em inovação produzam benefícios diretos para a população.

FISWEEK reunirá ex-ministros, especialistas e empresários no Rio

Boa parte das propostas apresentadas na entrevista estará em discussão durante a quinta edição da FISWEEK, programada para os dias 11, 12 e 13 de novembro.

O festival será realizado na Marina da Glória, enquanto o Museu de Arte Moderna receberá atividades relacionadas ao Rio Health Fórum.

Vilar apresentou a FISWEEK como o maior encontro de lideranças da saúde da América Latina e informou que a expectativa dos organizadores é receber aproximadamente 15 mil participantes.

A programação prevê 880 palestrantes, reunindo representantes dos setores público e privado, pesquisadores, empresários, gestores hospitalares e especialistas em inovação.

Entre os nomes anunciados estão os ex-ministros da Saúde Nísia Trindade, Luiz Henrique Mandetta e José Gomes Temporão, além de especialistas como Margareth Dalcolmo e Gonzalo Vecina.

O presidente da ACRJ explicou que a iniciativa pretende ampliar o diálogo entre diferentes segmentos da saúde, buscando soluções para problemas que afetam tanto o atendimento público quanto os serviços privados.

Três assuntos deverão concentrar os debates: a ampliação do acesso da população à assistência médica, a redução da judicialização e o fortalecimento das relações de confiança entre os participantes do setor.

Rio Health Fórum produzirá recomendações para governos

Paralelamente ao festival, o Rio Health Fórum reunirá um grupo de lideranças para discussões mais aprofundadas sobre os desafios da saúde brasileira.

Vilar comparou o formato ao Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça.

Segundo ele, enquanto a FISWEEK promoverá debates amplos e atividades abertas aos participantes, o Rio Health Fórum terá reuniões específicas entre especialistas, gestores públicos, representantes empresariais e autoridades.

Ao final dos três dias, a expectativa é produzir um documento com recomendações que poderão ser encaminhadas a governos e instituições responsáveis pela formulação de políticas públicas.

O objetivo é transformar parte das discussões em propostas concretas para melhorar a organização dos serviços e ampliar a eficiência do setor.

Vilar ressaltou que o evento é promovido principalmente pela iniciativa privada, mas tem forte preocupação com os desafios da saúde coletiva e do atendimento público.

Espaço para pequenos empreendedores e startups

Na parte final da entrevista, Josier Vilar destacou que a FISWEEK não será destinada exclusivamente a médicos, pesquisadores ou grandes empresas da área da saúde.

Segundo ele, pequenos empreendedores também poderão encontrar oportunidades de aprendizado, networking e desenvolvimento de negócios.

O presidente da ACRJ citou como exemplo comerciantes do setor de alimentação em comunidades e periferias do Rio de Janeiro.

Na avaliação dele, melhorar processos produtivos, ampliar a oferta de alimentos e desenvolver negócios locais também pode contribuir para a qualidade de vida e a saúde da população.

Vilar incentivou esses empreendedores a conhecer startups e soluções tecnológicas capazes de ajudar na expansão de suas atividades.

O médico anunciou ainda a disponibilização de mil ingressos gratuitos para o público do Agenda do Poder na TV.

Os interessados poderão solicitar a cortesia pelo e-mail rodrigo@acrj.org.br, informando o interesse em participar do festival. Segundo o entrevistado, os solicitantes receberão um link para concluir a inscrição.

Ao encerrar a conversa, Vilar agradeceu o convite de Ricardo Bruno e reforçou a importância de aproximar os diferentes segmentos da sociedade dos debates sobre inovação, empreendedorismo e saúde pública.

Assista a entrevista:

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