O comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Ângelo Barbosa Castro, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na manhã desta quinta-feira (5). A operação também teve como alvo outros policiais e foi acompanhada pela Corregedoria-Geral da PM.
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). Segundo informações iniciais, a investigação mira uma suposta milícia. Segundo o MP, o procedimento tramita sob sigilo e, por isso, não pode divulgar detalhes sobre as investigações.
Em nota, a assessoria da PM informou que segue acompanhando os desdobramentos ação e disse que colabora integralmente com o MPRJ. A corporação não informou se pretende instaurar um procedimento interno para apurar supostas irregularidades na conduta do oficial ou se ele será afastado do comando do batalhão durante as investigações do Ministério Público.
Militar investigado pelo MP foi homenageado pela Alerj
Com cerca de 30 anos de carreira na PM, Ângelo Barbosa foi homenageado em 2021 pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) com a Medalha Tiradentes, honraria máxima do parlamento fluminense. A comanda foi concedida pelo então deputado Jalmir Junior, militar da reserva que atuava como suplente e chegou a assumir uma cadeira por um breve período após a licença do titular da vaga.
Na justificativa, o parlamentar destacou a trajetória profissional do PM na corporação, sua formação em Direito pela Faculdade Anhanguera, os cursos de oficial e honrarias militares. A honraria foi promulgada no fim de outubro daquele ano, pouco mais de um mês após ser apresentada na Casa, numa rápida tramitação.
O coronel também já comandou o 7º BPM (São Gonçalo) e o 20º BPM (Mesquita), antes de assumir o 23º BPM, responsável pelo policiamento de bairros da Zona Sul do Rio.
A reportagem não localizou a defesa do comandante. O espaço segue aberto para eventual manifestação.







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